Olá a todos
1 de agosto de 2010
Viatura dos Bombeiros Despista-se na A1
Acabou de ocorrer mais um acidente com uma viatura dos bombeiros.
Desta vez na Auto Estrada n.º 1, ao Km 210, no sentido Norte-Sul.
Neste preciso momento existe uma vitima em Paragem Cardio-Respiratória e cinco em estado grave.
A caminho do local encontram-se dois VSAT´s, um heli do INEM, VMER´s dos Hospitais da Universidade de Coimbra e de Aveiro, e varias ambulâncias.
Aguardam-se mais dados a qualquer momento.
Actulização ás 16H36
A viatura acidentada pertence aos Bombeiros Voluntários de Cabo Ruivo (Lisboa).
Não há vitmas em PCR, no entanto todas (6 vitimas) tem neste momento TCE (Traumatismos Craneo Encefalicos) graves.
Actualização ás 16H50
Lamentavel, mais uma vez, que esta situação não conste na "pagina unica a nivel mundial" de informações da ANPC.
Actualização ás 16H54
No local, entre os colegas, encontram-se 2 TVM, 1 TCE, !PCR, 1 Traumatismo Toraxico,e 1 mais ligeiro.
Pedida mais uma VMER para o local. VMER da Feira a caminho.
Actualização ás 17H06
Infelizmente, um colega nosso acaba de falecer no local.
Existe um outro em Paragem Cardio-Respiratoria.
Actualização ás 17H15
Confirma-se. Veiculo acidentado trata-se de um VECI (Veiculo Especial de Combate a Incêndios) dos Bombeiros Voluntários de Cabo Ruivo.
Actualização ás 17H18
Existe neste momento uma vitima mortal daquele Corpo de Bombeiros
Actualização ás 17H31
Duas vitimas neste momento a serem transportadas para os Hospitais de Coimbra (Hospitais da Universidade Coimbra e Centro Hospitalar dos Covões)
Actualização ás 17H50
Heli da ANPC de Santa Comba Dão a caminho do local.
Fonte:BPS
29 de julho de 2010
É Oficial. Comandante de Cantanhede Demite-se.
Comandante, segundo comandante e comandante adjunto demitiram-se do corpo de bombeiros de Cantanhede. Cerca de 60 bombeiros estão “indisponíveis”.
A crise está instalada no corpo de bombeiros de Cantanhede. Tal como o Diário de Coimbra noticiou em primeira-mão, o comando completo, liderado pelo major Mário Vieira, pediu a demissão em bloco, e a direcção da Associação Humanitária, liderada por Idalécio Oliveira foi praticamente obrigada a aceitar as demissões.
Na sequência da tomada de posição de Mário Vieira, Marco Sousa (segundo comandante) e Nuno Carvalho (comandante adjunto), cerca de 60 elementos da corporação entregaram os capacetes em sinal de solidariedade com o comando e indisponibilizaram-se para o serviço, o que significa que – se estes elementos levaram “a peito” a ameaça –, a corporação fica reduzida a cerca de metade dos seus activos, o que é considerado uma tragédia para a segurança de pessoas e bens de todo o concelho de Cantanhede.
Também na sequência da demissão do comando, Mário Vieira escreveu uma carta dirigida aos cidadãos do concelho a explicar as razões que o levaram a exercer esse direito. Razões que, afirma, «são por demais conhecidas», mas nunca é demais repeti-las. Tal como o nosso Jornal noticiou no passado dia 16 deste mês, o agora ex-comandante insurge-se contra a «interferência no comandamento do corpo de bombeiros» onde o presidente da direcção «de forma continuada tem limitado o exercício do comando».
Na carta redigida por Mário Vieira que o DC teve acesso, são descritas várias acusações à direcção da Associação Humanitária, que acabaram por despoletar esta grave situação, numa altura em que o país está em alerta permanente devido aos riscos de incêndios.
O ex-comandante acusa a direcção «do não cumprimento do que tinha protocolado comigo» numa reunião de Agosto do ano passado, onde tinha ficado bem explícito de que tomaria o cargo de comandante, «desde que os funcionários e bombeiros ficassem na alçada do comando, a fim de evitar duplicações de ordens», mas também de, após a sua tomada de posse, a direcção ter nomeado dois coordenadores «para executarem o serviço do comandante, com as respectivas competências, sem que o comandante tivesse expressado a sua opinião sobre o assunto».
As queixas são mais que muitas e Mário Vieira também invoca «a continua violação de correspondência do comandante, como se fosse subalterno do senhor presidente», bem como a utilização dos directores «para estarem à frente de todas as áreas da competência do comandante».
Fonte: DC
28 de julho de 2010
Vamos Mudar de Atitude
Num País livre, a liberdade de expressão é algo precioso. Todavia, o tipo de comentários que se têm vindo a notar ultimamente, levam-me a afirmar que há pessoas que ainda não descobriram a força da palavra, força essa por vezes destruidora.
Numa altura em que milhares de bombeiros se dedicam ao combate abnegado ao fenómeno destruidor que dá pelo nome de Fogo, ainda temos gente que teima em distrair as atenções para questões "poucoxinhas" e, pior que tudo, apostadas em os deitar abaixo seja de que forma seja.
Dê-se pois atenção aquilo que é importante. Apoie-se os nossos operacionais, não interessa a sua origem. Não há pior falta de respeito que tentar subir na consideração pública subindo às cavalitas dos outros. Sejam voluntários, profissionais, canarinhos ou GNR´s, neste momento TODOS devem combater este flagelo. O nosso povo precisa!
Depois, quando acabar esta "guerra", "limpem-se as armas" e apontem-se as baterias a quem é o principal responsável do actual estado das coisas (ANPC, MAI, LBP, CM... e quem mais). Por agora, respeito aos bombeiros, que mesmo com lacunas, fardas de má qualidade, viaturas a necessitar substituição urgente, não negam esforços e sacrificios, sejam por quem fôr. Portugal depende de vocês! Mostrem pois que estão muito acima daqueles que tantos mal lhes desejam, e provem que são verdadeiros Bombeiros de Portugal.
Ex-Comandante no Quadro de Honra
16 de julho de 2010
Para uma floresta mais protegida
Gil Martins, comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil, no N.º 27 da revista PROCIV, explica que “nos últimos quatro anos, a média da área ardida foi de 52 mil hectares e não houve áreas ardidas anuais superiores a 100 mil hectares, um resultado alcançado pela primeira vez, em quatro anos consecutivos, nos últimos 25 anos”.
Mas o ano de 2010 “é novamente um grande desafio para o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais - DECIF e para todos os operacionais e agentes de protecção civil, porque Portugal sem fogos continuará a depender de todos”.
O comandante lembra que “com as actuais condições climáticas, a grande quantidade de combustível provocado por um Inverno rigoroso e muitas vezes o uso indevido do fogo pelos cidadãos, leva a que a ocorrência periódica de incêndios florestais violentos seja um fenómeno facilitado.
Anos como os de 2003, 2004 ou 2005 podem estar ao virar da esquina”. Sublinha ainda que, perante um dispositivo bem preparado para responder às diversas ocorrências não se pode cometer o erro de pensar que o problema dos incêndios está resolvido. “Os objectivos devem continuar a centrar-se no investimento no planeamento, na previsão do risco e do perigo, na análise e avaliação das vulnerabilidades do território, na formação continuada das equipas de intervenção e dos decisores e na regulação das questões organizativas”, esclarece, justificando que “aumentando a prevenção e o planeamento pode ajudar a reduzir o combate”.
Gil Martins destaca ainda a importância do ataque inicial, articulado com todos os agentes de protecção civil, “para reduzir a necessidade de grandes organizações e quantidades de meios empenhados nos teatros de operações”. O ataque inicial deve “despachar meios até dois minutos depois de obtida a localização do incêndio, de forma musculada, consistente e em triangulação, permitindo colocar o primeiro meio de intervenção operacional no incêndio até 20 minutos, no máximo, depois do despacho inicial”. Igual atenção se deve dar à fase de rescaldo, para garantir uma extinção efectiva.
Releva ainda a importância das campanhas de sensibilização, com o objectivo de alertar e adequar comportamentos ao território e à meteorologia, colaborando para reduzir o número de ignições, já que 97 por cento dos incêndios florestais têm origem humana, pelo que é bom não esquecer as medidas de prevenção e autoprotecção.
Quem mora junto a uma área florestal deve limpar o mato à volta da habitação, separar as culturas com barreiras corta-fogo, guardar a lenha e combustíveis em lugar seco e seguro, nem deve deixar crianças em casa sozinhas, trancadas, nem a brincar com fósforos ou isqueiros. Um extintor, um rádio, uma lanterna e uma caixa de primeiros socorros são imprescindíveis em casa. Na floresta não se devem deitar fósforos ou cigarros para o chão, nem acender fogueiras fora dos locais próprios.
Este ano, entre 1 de Julho e 15 de Outubro, está estipulado por lei que é proibido fazer queimadas e queimas de sobrantes em espaços rurais, tal como é proibido lançar foguetes, de balões com mecha acesa e utilizar fogo-de-artifício. Quando se encontra lixo ou excesso de mato ou pessoas com comportamento estranho, o melhor mesmo é avisar as autoridades, via 112. Em caso de se estar num local onde haja um incêndio, ou se este for próximo de casa, a melhor atitude é colaborar com os bombeiros e seguir as suas instruções, afastando crianças e viaturas, soltando os animais e, se caso disso, avisar os vizinhos e afastarem-se do local. Se houver tempo, devem desligar luz, gás e molhar as paredes de casa.
Desde o dia 1 de Janeiro até dia 13 de Julho foram registados no distrito 108 incêndios, tendo a sua maioria ocorrido a partir de 1 de Julho, na Fase Charlie, mas a pronta e eficiente resposta do ataque inicial evitou que alguma destas situações ganhasse maior dimensão.
Fonte: Jornal Reconquista
9 de junho de 2010
Regresso ao “inferno”
A mesma preocupação que encontro nas palavras do vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses quando afirmou, no último sábado, que «esperam há cinco anos pela renovação das viaturas prometidas pelo Estado», já que as corporações não têm meios financeiros «para investir 150 ou 200 mil euros numa viatura de combate a incêndios». Mas faltarão apenas as viaturas?
Sem o equipamento adequado, e quantas vezes obsoleto, pergunto como poderão os bombeiros portugueses estar preparados para esta nova época de incêndios, sabendo que não lhes basta apenas a formação.
Jamais poderia pôr em causa a sua capacidade, mas voltando às palavras do vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, não posso deixar de me preocupar ainda mais quando afirma que «se formos às estatísticas da Autoridade Nacional de Protecção Civil, vemos quem é que às quatro da manhã está a combater incêndios: só bombeiros voluntários, rigorosamente mais ninguém». Onde é que, de madrugada, estão os outros bombeiros, sapadores ou municipais?
No dizer dos especialistas, o chuvoso Inverno que tivemos levou ao crescimento da vegetação nas matas e florestas, o que pode originar um aumento significativo de ignições. Por isso, questiono também se os quase sete mil efectivos anunciados pelo secretário de Estado da Protecção Civil serão suficientes para a época mais crítica de fogos, balizada entre Julho e Setembro…
Fonte: Diário do Minho
2 de junho de 2010
Incêndios: bombeiros esperam um verão «bastante difícil»
Junho chega com temperaturas acima dos 30 graus. O verão está a chegar e com ele os incêndios. Depois de um inverno rigoroso e com muita chuva, os bombeiros não esperam uns meses fáceis, mas, dizem-se preparados. «Temos, um pouco por todo o território, elevados índices de combustível, pelo facto de ter chovido até bastante tarde, o que resultou na vegetação ter crescido muito rapidamente», disse o presidente da Liga dos Bombeiros, que critica a falta de limpeza das florestas. Considera que há «insuficiências muito significativas ao nível da gestão florestal do território».
Segundo o presidente da Liga, 77 por cento da floresta é propriedade privada, dois por cento do Estado, oito por cento das indústrias e 13 por cento são baldios. «Estamos a falar de uma floresta com uma estrutura fundiária muito fragmentada, o que já por si resulta numa dificuldade adicional para uma gestão adequada do espaço e também da eliminação do combustível que está lá a mais e que constitui um risco acrescido", explica.
Por isso, Duarte Caldeira diz que os soldados da paz esperam uma época de fogos «bastante difícil», mas, garante, em declarações à agência Lusa, que, «do ponto de vista dos bombeiros tudo foi trabalhado atempadamente».
A Fase Bravo da prevenção e combate a incêndios, que agora se inicia, antecede a Fase Charlie, que é a de maior risco, que decorre entre 1 de Julho e 30 de Setembro. O início da fase Bravo foi adiado de 15 de Maio para 1 de Junho porque as temperaturas não estavam muito altas. Os bombeiros criticaram esta decisão da Protecção Civil.
Mas, olhe-se para o futuro, que «o que importa é que no próximo dia 1 estará tudo pronto para enfrentar os próximos meses que prevemos que venham a ser muito difíceis», disse Duarte Caldeira para encerrar a polémica.
De acordo com os números avançados no passado dia 17 pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, o dispositivo disponível a partir do início da Fase Bravo e até final de Setembro, contará com 22 519 operacionais e 5002 veículos de comando, intervenção e apoio.
Fonte: TVI24
Verão com "número de ignições significativo" de incêndios, admite secretário de Estado
O secretário de Estado da Proteção Civil, Vasco Franco, disse hoje que possivelmente no verão deste ano haverá "um número de ignições significativo" devido à chuva prolongada que levou ao crescimento de matéria combustível nas matas e florestas."A análise que tem sido feita é de que possivelmente haverá um número de ignições significativo, porque tivemos um período de chuvas prolongado e o material que cresceu atingiu dimensões que em outros anos não tem atingido, especialmente este material fino mais no centro e sul do país é muito propício a facilitar as ignições", disse aos jornalistas o secretário de Estado.
Vasco Franco participou hoje, juntamente com os secretários de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, e do Ambiente, Humberto Rosa, num encontro na Autoridade Nacional de Proteção Civil para assinalar o início da fase Bravo de combate a incêndios florestais.
Fonte: Lusa 1/06/2010
26 de maio de 2010
Dia Distrital do Bombeiro em Mesão Frio
O programa das comemorações inicia-se a 5 de Junho com a abertura de uma exposição de viaturas antigas dos Bombeiros Voluntários do Distrito de Vila Real, na Av. Conselheiro José Maria Alpoim, que estará patente durante todo o fim-de-semana. À noite, no mesmo dia, decorrerá um espectáculo musical. No dia 6 de Junho, mais solene, decorrerá no Salão Nobre dos Paços do Concelho uma Sessão Solene onde estarão presentes as autoridades locais e distritais.
À tarde, pelas 16 horas, quem acorrer a Mesão Frio poderá apreciar um desfile que contará com todos os Corpos de Bombeiros do Distrito de Vila Real. Os Soldados da Paz, tendo o lema “Vida por Vida”, ao longo do ano encontram-se permanentemente ao dispor das populações seja no combate a incêndios florestais, seja no socorro a vítimas das intempéries e de acidentes.
21 de maio de 2010
O desejo de um bombeiro
Desejava que pudesses saber o que é procurar num quarto a arder por crianças presas... As chamas por cima da tua cabeça, as palmas das mãos e os joelhos a queimarem enquanto tu rastejas... O chão a ranger com o teu peso, enquanto a cozinha arde por baixo de ti.
Desejava que pudesses compreender o horror de uma esposa quando às 3 da manhã verifica que o marido não tem pulso... Inicio o S.B.V. (suporte básico de vida) no mesmo, esperando uma hipótese muito remota de trazê-lo de volta... Sabendo instintivamente que é tarde demais...
Mas querendo que a família soubesse que tudo o que era possível foi feito.
Desejava que pudesses saber o cheiro único de uma queimadura, o gosto da saliva com sabor a fuligem... sentir o intenso calor que passa através do equipamento, o som dos estalos das chamas, a sensação de não conseguir ver absolutamente nada através do fumo denso... Sensações que se tornaram muito familiares para mim...
Desejava que pudesses compreender como nos sentimos ao ir para o trabalho de manhã após passarmos a maior parte da noite suando com o calor de diversas chamadas de fogo...
Desejava que pudesses ler o meu pensamento quando respondo a uma chamada para um edifício a arder, 'Será falso alarme ou um enorme incêndio? Como será a construção do edifício? Que perigos esperam por mim? Estará alguém lá dentro ou saíram todos?'
'Ou para uma chamada de socorro. 'o que se passará com o doente? Será que a pessoa que telefonou está mesmo em apuros ou estará à minha espera com uma arma?'.
Desejava que pudesses estar na sala de reanimação quando o médico decide anunciar a morte da linda menina de cinco anos que tenho tentado salvar durante os 25 minutos anteriores, e que nunca irá ter o seu primeiro namorado, nem nunca mais irá dizer 'gosto muito de ti, mãe' ...
Desejava que pudesses saber a frustração que sinto na cabina do autotanque, o motorista com o acelerador a fundo, o meu braço a tocar a sirene vezes sem conta quando não se consegue passar por um cruzamento ou no meio do trânsito. Quando vocês precisam de nós, no entanto, o primeiro comentário quando chegamos será 'levaram muito tempo para cá chegar'.
Desejava que pudesses ler os meus pensamentos enquanto ajudo a retirar os restos de uma jovem do seu veiculo contorcido, 'e se fosse a minha irmã, a minha namorada ou alguma amiga? Qual será a reacção dos seus pais quando abrirem a porta e verem policias?'
Desejava que pudesses saber como é entrar em casa, cumprimentar a família não tendo coragem para lhes dizer que quase não voltei da última chamada.
Desejava que pudesses sentir os meus sentimentos quando as pessoas verbalmente, e às vezes fisicamente, nos maltratam ou subestimam o que fazemos, ou quando têm a atitude 'isto nunca me aconteceria'.
Desejava que pudesses perceber a instabilidade mental, emocional e física de refeições perdidas, sonos perdidos e a falta de actividades sociais associadas todas as tragédias que os meus olhos já viram.
Desejava que pudesses saber a irmandade que existe e a satisfação de ajudar a salvar uma vida, a preservar as coisas de alguém, a estar 'lá' nos tempos de crise ou a criar ordem quando existe um caos total.
Desejava que pudesses compreender como nos sentimos quando temos uma criança a puxar- nos o braço e a perguntar 'a minha mãe está bem?' sem sequer conseguir olhar nos seus olhos sem deixar cair umas lágrimas e sem saber o que responder. Ou ter de segurar um amigo de longa data enquanto o seu companheiro vai na ambulância a receber respiração boca a boca. Sabendo de antemão que ele não trazia o cinto de segurança posto. Sensações que me ficaram muito familiares...
A menos que tenhas vivido este tipo de vida, nunca conseguirás entender verdadeiramente ou apreciar QUEM EU SOU, O QUE NÓS SOMOS OU O QUE O NOSSO TRABALHO SIGNIFICA REALMENTE PARA NÓS ... Desejava que pudesses …
Fonte:Boletim informativo O BOMBAS dos B. V. de Aguda
Dia do Bombeiro Português
Ser Bombeiro não é uma profissão é, antes, uma vocação que denota o que de mais nobre existe no ser humano.
Enquanto uns vivem, de forma naturalmente egoística, as suas vidas, os Bombeiros vivem a deles em função da dos outros, para que, esses outros, vivam com segurança e tranquilidade. No entanto, quando não voluntário, "Ele poderia ser engenheiro, pedreiro, motorista, escritor, advogado, ao invés disso escolheu ser um bombeiro e ter a sua vida cheia de choro, sangue, óleo, vidro, fogo, pedidos de socorro e muitas noites mal dormidas, porque a essência de ser bombeiro persegue-o".
E, como tudo, também a existência das corporações de bombeiros tem uma história.
Serviço de Incêndios de Lisboa criado em 23 de Agosto de 1395
Foi D. João I o responsável pela organização do primeiro Serviço de Incêndios na cidade de Lisboa, em 23 de Agosto do ano de 1395. Naquele tempo os incêndios urbanos eram um grande flagelo, combatidos com meios arcaicos pelas mãos de vizinhos e amigos. D. João I resolveu, então, ordenar, através de uma Carta Régia, "que em caso que se algum fogo levantasse, o que Deus não queria, que todos os carpinteiros e calafates venham àquele lugar, cada um com seu machado, para haverem de atalhar o dito fogo. E que todas as mulheres que ao dito fogo acudirem, tragam cada uma seu cântaro ou pote para acarretar água para apagar o dito fogo". Ficaram, também, os pregoeiros da cidade incumbidos de avisar os moradores para terem cuidado com suas lareiras.
No Porto, estes Serviços de Incêndio começaram a funcionar no século XV. A partir de então, começaram a reproduzir-se estas iniciativas por todo o país, de forma a evitar incêndios provocados por lareiras e utilização de pólvora. No seguimento desta prática, a Câmara do Porto, em Julho de 1513 reuniu para "eleger diversos cidadãos para fiscalizar se os restantes moradores da cidade apagavam o lume das cozinhas à hora indicada pelo sino da noite". Esta mesma Câmara, em Setembro de 1612, decidiu que "fossem notificados os carpinteiros da cidade para receber machados e outras pessoas de que entrariam na posse de bicheiros, para que, havendo incêndios, acudissem a ele com toda a diligência".
A aquisição de material e equipamento que ajudasse a combater os fogos só foi possível em 1646, disponibilizando aos Homens que combatessem remunerações e habitações.
Os primeiros quartéis foram estabelecidos em Lisboa em 1678, que por esta altura, funcionavam como arrecadação de aparelhos e ferramentas. D. Afonso VI proferiu que "O Senado ordenará, com toda a brevidade que, nesta cidade, haja três armazéns… e que estejam providos de todos os instrumentos que se julgarem necessários para se acudir aos incêndios, e escadas dobradas de altura competente, para que, com toda a prontidão, se possam remediar logo no princípio; e a chave terá cada um dos mestres assalariados pelo Senado, com obrigação que, logo que se tocar o fogo, abra o armazém que tiver a seu cargo, onde acudirão todos os oficiais assalariados…".
A organização do Serviço de Incêndios prosseguiu através da aquisição de duas bombas e uma enorme quantidade de baldes de couro (1681), tendo sido distribuídos em cada bairro, perto de cinquenta unidades. Ficou, também, estabelecido que cada pedreiro, carpinteiro ou mestre alistado que faltasse ao combate a um incêndio seria punido com uma pena de prisão.
No ano de 1683 foi publicado o primeiro Regulamento de Pessoal para que houvesse maior organização e interacção entre os combatentes aos fogos e os moradores das cidades, uma vez que a prevenção era a principal preocupação.
Em 1722, foi criada no Porto a Companhia do Fogo mais tarde denominada de Companhia da Bomba, que era constituída por “cem homens com capacidade de utilizarem a bomba, machados e foices”.
A primeira Companhia de Bombeiros, propriamente dita, surgiu em Lisboa no ano de 1834, criada pela Câmara Municipal de Lisboa, tendo ficado conhecida, também por Companhia do Caldo e do Nabo.
O movimento Associativo dos Bombeiros teve início em 1868, com a Companhia de Bombeiros Voluntários de Lisboa, que posteriormente, mudou a denominação para Associação de Bombeiros Voluntários, continuando a ser assim designada até aos dias de hoje.
Porquê "Bombeiro"?
O termo pelo qual são conhecidos hoje os soldados da paz, "Bombeiro", advêm da utilização de bombas. A utilização deste equipamento data do ano de 1734, o qual era considerado bastante avançado, para aquela época. Portanto, os homens que, naquele tempo, se disponibilizavam para combater os incêndios (utilizando as bombas) começaram a ser chamados de Bombeiros.
No que respeita a este equipamento de combate aos incêndios, também foi modernizando com o tempo, sendo que em 1868, começaram a utilizar-se bombas a vapor, e, posteriormente, os proprietários dos prédios tinham, obrigatoriamente, que instalar bocas de incêndio nos mesmos.
Funções dos Bombeiros
Um Corpo de Bombeiros é uma unidade operacional organizada, preparada e equipada para o exercício das suas funções.
A sociedade já não se imagina a viver sem a protecção dos bombeiros da sua área de residência, os principais impulsionadores da tranquilidade e segurança necessárias à vida moderna.
O Bombeiro, profissional ou voluntário, tem uma série de funções que lhe estão atribuídas.
O socorro às populações em perigo é, sem dúvida, uma das suas principais missões, em caso de incêndios, inundações, desabamentos, abalroamentos, em suma, em todas as catástrofes, calamidades ou acidentes. Está, também, no domínio das suas funções exercer actividades de formação cívica, com especial incidência no âmbito da prevenção contra o risco de incêndio ou outros acidentes domésticos.
Corpos de Bombeiros
Existem diferentes Corpos de Bombeiros, que variam de município para município. Os Corpos de Bombeiros profissionais são criados e mantidos na dependência directa de uma Câmara Municipal e os elementos que o constituem são profissionais e geralmente designam-se de bombeiros sapadores.
Os Corpos de Bombeiros Mistos podem ser dependentes de uma Câmara Municipal ou de uma Associação Humanitária de Bombeiros, sendo estes constituídos por bombeiros profissionais e por bombeiros voluntários.
Aqueles que pertencem unicamente a uma Associação de Bombeiros Voluntários são designados de Corpos de Bombeiros Voluntários. Estes são constituídos, em maior número por bombeiros voluntários, podendo ou não incluir uma unidade profissional mínima.
Por último, temos os Corpos Privativos de Bombeiros, pertencendo a uma pessoa colectiva, mas privada que, por razões da sua actividade profissional, necessita de um corpo profissional de bombeiros para sua protecção.
Curiosidades
Em Portugal existem perto de quarenta mil bombeiros entre voluntários, municipais e privados e cerca de treze mil veículos ao serviço dos bombeiros.
O primeiro veículo de socorro motorizado, existente no nosso país, pertenceu ao Corpo Municipal de Bombeiros de Lisboa. Foi um Fiat Pronto-Socorro adquirido em 1915.
Os bombeiros portugueses são responsáveis por uma área de noventa e dois mil, trezentos e noventa e um quilómetros quadrados, lutando com dificuldades, mas facilitando a vida da nossa sociedade.
Corporação de Vila Pouca de Aguiar
Vida por Vida é o lema dos Bombeiros Voluntários de Vila Pouca de Aguiar desde o dia 25 de Dezembro de 1917, data da sua fundação. Os primeiros jovens a ingressar na corporação foram jovens soldados, regressados da I Guerra Mundial.
Utilizando apenas uma braçadeira, um capacete e um machado, talvez fossem só um grupo de homens corajosos fazendo jus ao seu nobre ideal, ajudar o próximo.
Actualmente, a sirene que entoa nas ruas da vila dá o alarme do perigo. Antigamente, era o sino da igreja que reunia todos no antigo quartel, em frente ao antigo edifício da cadeia.
Para além da ajuda sempre presente e imprescindível da população, os soldados da paz transportavam escadas, cordas, mangueiras e bombas braçais em auxílio dos que necessitavam.
Em 1925, os bombeiros estreiam a sua primeira farda, nessa altura o comandante era João Monteiro Sousa.
Em 1936, teve início uma nova e áurea época nos bombeiros aguiarenses, como comandante ficou Teófilo Lopes Frazão. Muitos jovens se alistaram, o rigor e a disciplina eram palavras-chave no desempenho da sua missão. Os simulacros e as instruções eram de tal modo impressionantes que outras corporações presentes ficavam boquiabertas perante a agilidade e perspicácia dos jovens do concelho.
Foi por essa altura que surgiu o primeiro veículo. No mesmo, colocaram-se cadeiras laterais e um sino que anunciava a sua passagem. No final da década de 30, foi adquirido um velho carro que foi, posteriormente, adaptado para servir como ambulância.
Actualmente a corporação possui seis carros de combate a incêndios, um preparado para intervenção especial em acidentes de viação, sete ambulâncias, dois veículos ligeiros de apoio à Direcção e ao Comando e muita gente com vontade de ajudar os outros. Apesar do número de viaturas parecer razoável, dizem-nos que “é necessário substituir algumas devido ao elevado número de anos de serviço”. Está, ainda, afecta uma ambulância ao serviço do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica.
Catarina Machado
Como sabem o “braço direito” da Protecção Civil, são os Corpos de Bombeiros. Mais de 90% dos mesmos do nosso país pertencem a Associações Humanitárias.
Os Corpos de Bombeiros pertencentes às Associações Humanitárias são Corpos de Bombeiros Voluntários, ou seja, os elementos que fazem parte destes CB’s são voluntários e, como a própria palavra diz, prestam serviço e ajuda à comunidade sem receber nada em troca. A maior parte dos voluntários do nosso pais têm vivido no anonimato, pouco se sabe a respeito das suas actuações, do seu efeito e o que desencadeiam em prol da sociedade, ninguém os valoriza, ou quase ninguém. Estes voluntários devido à actividade que desempenham por opção, mas profissionais na acção, têm de estar e ter à sua disposição equipamentos e material adequado, sendo este de elevado valor, por exemplo para equipar um bombeiro com material de protecção individual para combater um incêndio urbano (habitações) é necessário no mínimo 2.550€, exceptuando-se as viaturas e material necessário para o combater. Por isso a necessidade das associações taxarem um valor simbólico por serviços requisitados ao CB.
Feriados, Domingos, todos os dias da semana, 24 horas por dia, 365 dias por ano os bombeiros voluntários acodem a quem precisa deles, muitas vezes insultados, vaiados, agredidos por elementos da sociedade que acham que os bombeiros recebem dinheiro pelas ocorrências que têm, e que são obrigados a tudo, PURA MENTIRA. Os bombeiros recebem de 1 de Junho a 15 de Outubro os que fazem parte das ECIN’S (Equipas de Combate a Incêndios Florestais) 1,70€ (um euro e setenta cêntimos) por hora. Na nossa opinião a sociedade dificulta o incentivo ao voluntariado nos bombeiros pois, muitos destes Homens, não estão dispostos a serem criticados por tudo e por todos, sabendo estes que estão a fazer o seu melhor de madrugada, à chuva, frio, vento… enfim com todas as adversidades meteorológicas e criticas da sociedade que tanto precisa destes, infelizmente, mais cedo ou mais tarde!
Para finalizar, uma enorme palavra de apreço e gratidão para todos os voluntários, nomeadamente, para os bombeiros e especialmente para aqueles que comandamos. Bem hajam a bem da humanidade.
Conviver com a angústia e com a dor,
Enfrentar a terra e as ondas do mar,
Fazer tudo, mas tudo com AMOR.
Uma farda que não dá poder,
Um machado ao serviço da PAZ,
Um sentimento de vida e de querer,
É a vontade de se ser capaz.
Um obrigado ao filho ou à esposa,
À mãe e também ao pai,
Porque espera uma pessoa idosa,
Porque nos dilacera um “AI”.
O sangue que no chão se derrama,
Os gritos que a dor não deixa ouvir,
O combate à destruidora e infernal chama,
São o verdadeiro eco de um fraterno sentir.
Deixar tudo por cada homem que chora,
Deixar tudo por cada ser que agoniza,
Contrariar o desespero em cada hora,
Dar aos outros a própria camisa.
O risco é duro e permanente,
As horas não tem minuto nem segundo
O desafio é louco mas consciente,
O BOMBEIRO é uma presa do mundo.
20 de maio de 2010
Aprovado Plano Operacional Municipal
Os Bombeiros Voluntários e o Instituto de Conservação da Natureza não se fizeram representar na reunião que se realizou a 10 de Maio em que foram várias as decisões aprovadas tendo em vista a defesa da floresta contra incêndios.
Além do POM, foi apresentado um plano de acção das equipas de sapadores para 2010, vão realizar-se duas acções de sensibilização à população nas freguesias de Valoura e Vreia de Jales, vão realizar-se candidaturas para “Voluntariado Jovem para as Florestas” e “Programas Ocupacionais” e o Plano de Fogo Controlado passa de 250 para 534 hectares da área a intervencionar. Na reunião dos responsáveis florestais foi ainda abordada a execução do Plano Municipal da Defesa da Floresta Contra Incêndios.
19 de maio de 2010
Bombeiros exigem comando nacional
Fonte: DN
12 de maio de 2010
Fim Mais do Que Anunciado!
Fonte: BPS
10 de maio de 2010
Desabafo de um bombeiro...
De boas acções, de actos de coragem, muitas vezes impensados, mas não herói. Carrego este fardo, não sei se consigo. Homem como tantos outros, Pai, filho, esposo e amigo. Muitos dizem que na vida, bombeiro não seriam, pois falta-lhes coragem. Amiga(o) digo-te, coragem não sei se tenho, talvez loucura, devaneio de criança. Não nasci para ser bombeiro, não nascemos para sermos bombeiros ou bombeiras, um dia, quando percebemos, é tarde demais. Não sou herói, reafirmo, apenas uma pessoa diferente, talvez especial. Quando todos fogem, eu aproximo me, quando todos gritam, eu peço silêncio, quando todos andam eu corro, quando todos choram, eu engulo em seco, fecho os olhos e agradeço. Faça chuva, faça sol, manhãs de sábado, Domingo ou tardes em festa, sorrisos poucos verei, dia após dia apenas vidro, carvão e sangue. Meus amigos, não se preocupem, isto tudo é um desabafo. Por baixo daquela pesada roupa ainda existe esperança.
Estende a tua mão sem medo, mesmo no escuro, que a minha encontrarás. " Não a mão de um herói ou heroína, mas de um homem que dá a vida pela causa, que possui uma nobre missão, que tem um coração que pulsa, que chora e que ama. " Não um herói, mas um nobre amigo. Não façam de nos outras pessoas. Não nos englobem todos no mesmo saco. Ao nos prejudicarem estão a prejudicar todos aqueles que precisam de nós.... APOIEM OS BOMBEIROS E DEIXEM-SE DE MERDAS!!!
Um verdadeiro "BOMBEIRO"
6 de maio de 2010
PARA QUEM NÃO SABE OU DIZ NÃO SABER

O INEM paga ainda, um subsídio destinado à aquisição de consumíveis, de valor unitário € 1,00, por cada um dos serviços prestados.
Para além destes prémios existem um valor do subsídio trimestral a atribuir aos PEM que é o seguinte:
29 de abril de 2010
27 de abril de 2010
Acampamento Distrital de Bragança

26 de abril de 2010
Encontro Distrital da Juvebombeiro

20 de abril de 2010
ECIN´S

Por 1,70€? Não, Obrigado... Vou Para a Praia...
Os bombeiros voluntários que integram as equipas de combate a incêndios, consideradas essenciais no ataque inicial aos fogos entre Maio e Setembro, recebem apenas 1,70 euros por hora, dinheiro que mal dá para pagar deslocações e refeições.
"Quase que ainda temos de pagar para fazer o serviço", queixa-se Ricardo Gonçalves, de 32 anos, dos Bombeiros Voluntários de Alcochete. "É algo que me parece desajustado e irrisório com as refeições que temos de fazer pelo meio", refere, lembrando que se tiver de almoçar e jantar num espaço de 12 horas gasta, no mínimo, 10 dos 20,40 euros que irá auferir, tendo ainda de descontar o valor das deslocações.
Considerando o montante injusto, a Liga dos Bombeiros Portugueses há três anos que solicita a sua actualização perante o esforço inerente ao trabalho de combate a incêndios. "Não é realmente justo, sobretudo se tivermos em consideração este valor para uma acção que exige elevado esforço físico e elevado stress psicológico", salientou, ao JN, o presidente Duarte Caldeira. "De facto, seria justo que houvesse uma actualização", acrescenta.
Por outro lado, o responsável explica que não existe uma relação de contrato entre os bombeiros voluntários e o Estado, tratando-se apenas de um prémio de recompensa. "É um mecanismo de compensação do tempo perdido", frisa, salientando que com o aumento do desemprego tem havido nos últimos anos mais elementos disponíveis para integrar as ECIN.
"Há já uma rotina. Os bombeiros quando marcam férias já calendarizam cinco dias, uma semana ou duas, no máximo, para dar ao quartel", realça, alertando, porém, que "é preciso ser audacioso nos incentivos a este voluntariado" para garantir a mobilização.
Fonte: JN

