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Este blog possui gestão privada, não tendo qualquer ligação oficiosa à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Pouca de Aguiar. Todos os textos colocados são da responsabilidade dos seus autores. Todos os comentários feitos, são da responsabilidade de quem os escreve. Faça bom uso deste meio, os colaboradores agradecem.

20 de junho de 2012

Arrancou a Construção do Quartel

O dia 18 de Junho entra para história dos soldados da paz do concelho de Vila Pouca de Aguiar porque marca o início da construção do Quartel de Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar que é um equipamento há muito desejado pela comunidade local.
As obras com as máquinas a fazer desaterros e movimentos de terras decorrem, desde esta segunda-feira, na Brangada (o antigo lugar da feira), onde começa a ser implementada aquela que será a futura casa dos bombeiros aguiarenses. 

Com o panorama de um novo quartel, o presidente da Câmara Municipal, Domingos Dias considera que “assim são criadas melhores condições para que a proteção civil dos cidadãos, seja melhor e cada vez mais eficaz” porquanto existem “mais e melhores meios, mais e melhor proteção civil que decorre de uma evidente qualidade de instalações para os nossos soldados da paz”. 

Orçado em cerca de um milhão de euros, o edifício começou a ser construído de raiz, numa área de cerca de 1.200 m2, com quatro pisos para aquartelar as viaturas, acolher as camaratas e implementar os serviços. A candidatura “Quartel de Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar” tem financiamento aprovado numa parcela com 5.712, 80m2, localizada na respetiva área a Sul de Vila Pouca de Aguiar.

As fundações e estrutura, instalações elétricas e de telecomunicações, segurança contra incêndios, acabamentos e arranjos exteriores fazem parte dos trabalhos a executar. O edifício aproveita o terreno em socalco num projeto que mereceu o parecer favorável da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) pelo “aumento da capacidade dos agentes de protecção civil na prestação de socorro às populações”.

Fonte: Jornal do Nordeste

17 de junho de 2012

Conselhos do INEM Para Um Verão em Segurança

O INEM aconselha:

Os afogamentos são frequentes, pelo que:
- Junto a qualquer local com água vigie atentamente as crianças. Utilize boias e braçadeiras adaptadas à idade da criança e ensine-a a nadar o mais cedo possível.
- Opte por praias vigiadas e não mergulhe em locais desconhecidos.
- Respeite as bandeiras e as indicações dos nadadores-salvadores.

As queimaduras solares constituem um perigo com consequências nefastas para a sua saúde:
- Evite a exposição solar entre as 11h30 e as 16h30.
- Exponha-se ao sol de forma gradual e progressiva.
- A melhor proteção é a sombra e o vestuário: use chapéus, óculos de sol e protetor labial.
- Aplique um protetor solar com índice de proteção superior a 20.
- Tenha especial atenção aos bebés e crianças. Os bebés com menos de um ano não devem ser expostos ao sol.
- Não adormeça ao Sol: movimente-se e molhe-se de vez em quando.
- Esteja atento aos dias nublados e ventosos: os raios UV ultrapassam facilmente as nuvens e podem provocar escaldões.
- Evite em absoluto os solários e outras fontes artificiais de luz ultravioleta.
- Evite excessos de higiene antes de se expor ao Sol: deixam a pele mais vulnerável.
- Ingira líquidos não alcoólicos para evitar a desidratação.
- Coma fruta fresca e legumes: são ricos em caroteno e vitaminas e ajudam a pele a defender-se melhor da radiação UV.

Quando passar férias fora de casa tenha em atenção que está num ambiente novo para si:
- Faça uma inspeção ao local onde se encontra, tendo em atenção a localização de escadas, tomadas elétricas e zonas de armazenamento de produtos que possam apresentar riscos para as crianças.
- Tenha atenção aos espaços exteriores, identificando situações de perigo potencial.
- Ao praticar desportos como ciclismo, skate ou patins, utilize o equipamento de proteção adequado: capacete, joalheiras e cotoveleiras.
- Cuidado com os churrascos. Faça-os em locais apropriados e de forma a evitar incêndios.

As intoxicações alimentares são uma situação frequente, pelo que:
- Consuma alimentos frescos.
- Lave bem as mãos antes e depois de manusear alimentos.
- Respeite os prazos de validade e acondicione corretamente os alimentos.

Em caso de intoxicação alimentar ou medicamentosa, ingestão de produtos tóxicos, contaminação da pele, picadas de animais ou inalação de fumos, mantenha a calma e contacte o Centro de Informação Antivenenos (CIAV), através do número 808 250 143.

Tenha um verão em segurança. Em caso de emergência, ligue 112.

28 de dezembro de 2011

INEM entregou 200 Desfibrilhadores Automáticos Externos a Corpos de Bombeiros


200 Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) foram hoje entregues pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) a Corpos de Bombeiros. As Ambulâncias destas corporações vão passar assim a contar com este equipamento, cumprindo-se o objectivo deste Instituto de equipar com DAE todas as ambulâncias do INEM sediadas em corporações de bombeiros.
A cerimónia de entrega dos equipamentos teve lugar na Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e contou com a presença do Ministro da Saúde, Paulo Macedo. O investimento total de aquisição destes 200 DAE foi de cerca de 350 mil euros, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, através da concessão de um financiamento de 250 mil euros. 
Esta cerimónia representa a 3ª Fase de alargamento do Programa de DAE do INEM aos seus parceiros Bombeiros, altura em que mais 100 ambulâncias do INEM localizadas em corpos de bombeiros passam a dispor de um DAE. Para além do cumprimento deste objectivo, vai ser também possível atribuir DAE a outras 100 corporações que constituem a rede de “Postos Reserva” do INEM.
De salientar que os Bombeiros Voluntários de Vila Pouca de Aguiar estão inseridos nesta fase.
Com esta entrega de equipamentos, o INEM concretiza assim um objectivo assumido como indispensável para uma melhor assistência médica às vítimas de paragem cardiorrespiratória e tem como reflexo a melhoria na qualidade do serviço prestado aos cidadãos. Recorde-se que em Janeiro de 2011 foram entregues 30 DAE a ambulâncias que o INEM disponibiliza aos Bombeiros e, no mês de Abril, outras 102 Corporações receberam este equipamento. Em menos de um ano, o INEM entrega assim um total de 332 DAE a corporações de bombeiros.
«Esta realidade, que nos coloca ao nível dos melhores da Europa faz-nos caminhar decididamente para o ponto óptimo, orgulha-nos e só foi possível com o contributo inestimável da Fundação Calouste Gulbenkian», disse Paulo Macedo.
O Desfibrilhador Automático Externo é um dispositivo portátil que permite, através de eléctrodos adesivos colocados no tórax de uma vítima em paragem cardiorrespiratória, analisar o ritmo cardíaco e recomendar ou não um choque eléctrico. O DAE regista som, electrocardiograma (ECG), fornece indicações aos reanimadores, analisa os dados e indica o choque ou não, segundo o algoritmo pré-definido.
O Programa de DAE do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi galardoado no passado dia 12 de Outubro com o 1.º Prémio Nacional de Boas Práticas em Saúde, atribuído pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar e pela Direcção-Geral da Saúde. O Prémio de Boas Práticas em Saúde visa reconhecer boas práticas na gestão clínica ou na gestão de Unidades de Saúde, com impacto na saúde e melhoria do bem-estar das populações.

30 de novembro de 2011

1º Curso Ministrado na ULF da ENB, do Distrito de Vila Real Sediada nos B. V. Flavienses em Chaves


Terminou no passado dia 27 de Novembro o primeiro curso realizado na Unidade local de Formação (ULF) da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), do Distrito de Vila Real sediada nos Bombeiro Voluntários Flavienses em Chaves.

O curso Combate a Incêndios Florestais para equipas de 1ª intervenção (CIFEPI) teve a duração de 50 horas distribuídas por nove dias em horário pós laboral e contou com 17 elementos dos corpos de bombeiros voluntários de Salto, Cruz Verde - Vila Real, Peso da Régua e Cruz Branca – Vila Real, tendo como formadores da ENB Manuel Miranda dos BV Viatodos e a Catarina Vicente dos BV de Murça.

A instalação distrital das Unidades Locais de Formação (ULF) insere-se numa estratégia de resposta eficiente e eficaz, à necessidade de ministrar formação de promoção na carreira de bombeiro, principalmente nos módulos obrigatórios de promoção a Bombeiro de 2.ª, a Bombeiro de 1.ª e a Subchefe, conforme Despacho n.º 21722/2008, de 20 de Agosto. Desta forma, intenta-se formar adequada e atempadamente os bombeiros inscritos, em horários e locais que minimizem faltas laborais e ausências do seio familiar. No entanto, a Escola Nacional de Bombeiros (ENB) pretende que o funcionamento das ULF seja caracterizado pelo rigor organizativo e pedagógico, facto que valoriza e enaltece todos os intervenientes.

Esta nova responsabilidade, associada à conhecida dispersão geográfica dos Corpos de Bombeiros e consequente distância física dos Centros de Formação da ENB, conduziu, inevitavelmente, à necessidade de adopção de um novo modelo formativo, assente no conceito das Unidades Locais de Formação - ULF.

Um conceito construído no fomento de parcerias envolvendo a ENB/Associações/CB e sustentado em Protocolos, que possibilitam o aproveitamento da capacidade instalada, ou a instalar, ao nível das construções e dos equipamentos.

As infra-estruturas, naturais e edificadas, para a formação na área dos incêndios florestais e urbanos e industriais, os equipamentos de suporte correspondentes e uma bolsa de formadores adequada aos diferentes módulos em presença, constituem o triângulo de instalação das ULF e condição do seu sucesso.

Estabelecendo parcerias, empregando formadores certificados, recorrendo a estruturas simples, racionalizando recursos, é possível aproximar a formação dos seus destinatários, sem prescindir da precisão técnica, do cuidado pedagógico e da segurança dos exercícios.

Por esta via, de igual modo, garantir-se-á a harmonização pedagógica dos conteúdos programáticos e de avaliação bem como a universalização da linguagem, conceitos e gestos técnicos, em suma, a normalização do acto formativo.

Para este ano encontra-se previsto ainda um curso de Chefe de equipa de combate a incêndios florestais (CECIF) com a duração de 25 horas e a realizar de 10 a 14 de Dezembro.

7 de novembro de 2011

Entroncamento: Bombeiros em Serviços Mínimos


Os Bombeiros Voluntários do Entroncamento continuam hoje, pelo terceiro dia , a assegurar apenas os serviços mínimos pelos assalariados, uma vez que os voluntários que constituem o corpo activo não se apresentam ao serviço e pediram a passagem ao quadro de reserva, em conflito com a direcção da Associação Humanitária.

"É uma situação muito difícil, porque temos o dever de socorrer a população e estamos reduzidos ao mínimo", disse ontem ao CM o segundo comandante dos bombeiros, Paulo Correia, adiantando que está a ser pedido apoio das corporações vizinhas para dar resposta aos pedidos que chegam ao quartel.

O corpo activo exige a demissão da direcção, estando a ser recolhidas assinaturas para que seja convocada uma assembleia geral, para eleição de uma nova direcção, disse Fernando Rodrigues, porta-voz dos Voluntários.

Fonte: CM

23 de outubro de 2011

Comandante Joca (Macedo de Cavaleiros) Gravemente Ferido


O Comandante do Corpo de Bombeiros de Macedo de Cavaleiros ficou gravemente ferido esta manhã, nas instalações do Corpo de Bombeiros de Macedo.

O Comandante Joca, que se encontrava em serviço na corporação, estava a desligar a plataforma transportadora do tractor, quando uma mangueira de hidraulico rebentou, tendo-o atingido e ficando gravemente ferido no abdomén.

Foi transportado para a Unidade Hospitalar de Bragança e neste momento encontra-se no Serviço de Cirurgia, onde está a sofrer uma intervenção cirúrgica por hemorragia interna e danos em órgãos como baço e fígado.

A situação é grave, segundo os familiares com quem contactámos.

Actualização 22:30 - Depois de ser submetido a uma cirurgia onde teve de ser retirado o fígado, devido ao seu estado degradado pelo impacto, o nosso amigo continua internado no Hospital de Bragança com um prognóstico muito reservado. Devido á gravidade dos ferimentos internos que causaram uma hemorragia difícil de controlar, não pode ser transportado para nenhuma Unidade Hospitalar, pois o seu estado de saúde é muito debilitado e grave. Infelizmente a gravidade aumenta mas a esperança continua agarrada á vida. Assim como o Joca é um lutador, vamos todos ter  fé e buscar no mais recôndito sítio a esperança e força para que tudo corra bem.

23/10 - 12h30: Melhores noticias nos chegaram, o estado de saúde do Comandante já está mais estável. Aguardaremos mais informação pelas 13h00.

13:55 - Segundo informações recolhidas junto da família os parâmetros vitais estão mais estáveis mas ainda não há possibilidade para a evacuação para o Porto (Hospital de Sto. António). O prognóstico continua reservado e apenas podemos aguardar... 

16:40 - O comandante Joca encontra-se em coma mas estabilizado. Já estão reunidas condições para o transporte para o Hospital de Sto António, que se irá efectuar dentro de minutos e em principio terá de ir de ambulância por motivos de mau-tempo no Porto. Abre-se mais uma janela de oportunidade para a boa recuperação do nosso amigo.  

18:00 - Comandante Joca é evacuado para o Porto. A viagem é feita numa ambulância dos Bombeiros de Macedo. Segue-a uma viatura de transporte de pessoal e vão escoltadas pela Brigada de Trânsito, devido á necessidade de um transporte calmo e cuidadoso. Na ambulância seguem 2 médicos e 1 enfermeiro. Espera-se a chegada ao destino pelas 21h00. 
O Cbbraganca reconhece a situação de gravidade e deseja as melhoras ao nosso amigo e Comandante. Entretanto vamos aguardando (boas) novidades.

27 de agosto de 2011

Opinião: Existe Sempre Uma Desculpa Para Tudo


Camaradas,

42269 comentários é o que complementa o BPS como um caso de estudo pelas piores e melhores razões. Num universo de 7175 mensagens publicadas é sem dúvida um feito enorme.

É deveras impressionante a capacidade de alguns em lidar com a opinião própria e até alterar verdades dogmáticaspara as quais eu julgava não haver discussão, defender o indefensível, "tirar da pena-de-morte quem matou meio mundo" e ainda chamar nomes à pessoa que se lembrou de tornar isto público para que algo se fizesse, caso contrário, "tampa no tacho" e siga em frente, abafasse o caso. 

Isto realmente é um incentivo a continuar a tornar estes casos públicos, pois em 7175 publicações muitas envergonharam bombeiros em Portugal mas digo-vos, provocaram mudanças... se provocaram. Se assim não fosse muita gente não tinha a visão que têm hoje, critica por sinal, sobre as demais atitudes dos Bombeiros Portugueses levando a mudança de comportamentos sobre pena de serem julgados em praça publica, porque a teoria do resolvesse em "4 paredes" está visto que não resulta, caso contrário casos como os anteriores já tinham tido um desfecho diferente.

Sei e reconheço que o álcool é um grave defeito de todas as corporações de bombeiros voluntários, mas também de profissionais (a quem a exigência é superior). A época de ECIN, mais morta em serviço por alguns lugares deste país, leva os bombeiros a ocupar-se com o desporto de "levantamento do vidro" que considero altamente irresponsável, fazendo com que ainda se achem os Reis da corte, e "ai de quem duvide" das suas capacidades de condução depois de beber um litro de vinho na hora de almoço.

Será que estes senhores pensam nas vítimas, nos peões, na equipa, no material que levam à sua responsabilidade? 

Tenho pena, muita pena que um dia passe também por alcoólico devido a estes colegas que ainda vem para aqui defender quem consome álcool no período de prestação de socorro.

Tiro várias conclusões disto mas a principal é que: Não vejo remédio! Enquanto houver pessoas a defender o álcool no serviço operacional só podemos continuar a caminhar para o fundo do poço.

Estamos no ano 2011 lembram-se? As exigências feitas a quem presta serviço voluntário são muito maiores e espero que a justiça se apresse a fiscalizar e penalizar antes do mal acontecer a quem não cumpre as normas.

Cabe à ANPC, Autarquias, Comandos e direcções promoverem 0,00 álcool em ambiente operacional, 0,00 álcool em incêndios, 0,00 álcool antes de se apresentarem ao serviço.

Como podemos fazer nós parte de campanhas de segurança rodoviária quando não prestamos o devido exemplo? Que me interessa a mim se outras forças bebem ou não bebem, interessa-me a mim defender o meu corpo, a minha equipa e todo um teatro de operações tomando decisões, atitudes e manobras com 0,00 álcool.

Condene-se já quem não cumpre isto e repreenda-se quem ainda os defende e incentiva, incluindo mesmo comandantes. Denunciem! Contactem os CODIS da vossa área de residência e se sentirem que não fará efeito contactem a ANPC. 

Bombeiros Voluntários sim, mas profissionais na acção e na presença! Para o Bem e crédito dos Bombeiros Portugueses.

Administração BPS
admin2@bps.com.pt

http://bombeirosparasempre.blogspot.com/
fonte:

15 de agosto de 2011

Amb3E Lança Desafio às Corporações de Bombeiros

Estão abertas as inscrições para a 1.ª Edição do “Quartel Electrão” promovida pela Amb3E – Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos, junto das Corporações de Bombeiros e de toda a população abrangida pela sua área de influência. Este projeto visa sensibilizar a sociedade civil para a problemática ambiental dos resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos e de Pilhas e Acumuladores (P&A) portáteis e incorporáveis em EEE em fim de vida e para a importância do seu correto encaminhamento.


A ação pretende ainda incentivar as corporações de bombeiros aderentes e as comunidades locais a reunir a maior quantidade possível de REEE e P&A durante os meses de Outubro, Novembro e Dezembro de modo a minorar os seus impactos ambientais e sensibilizar a população para a importância da reciclagem. No final serão atribuídos doze prémios; os quarteis com melhores resultados podem receber uma ambulância, uma lavandaria industrial e vales de combustível no valor de 1500 euros.


Mais informações em www.amb3e.pt ou através do e-mail geral@quartelelectrao.com

8 de agosto de 2011

A bem de uns, façamos a desunião entre todos!

1. Portugal é um país verdadeiramente abençoado pela graça divina em alturas de aperto. Foi assim há oitocentos e tal anos, quando Afonso Henriques tentava formar um país;foi assim há quinhentos e tal anos, quando os Deuses decidiram que seriam os Portugueses os ilustres descobridores de novos mundos e da rota marítima para a Índia (pelo menos na versão de Camões!); e é assim no ano do senhor de dois mil e onze, quando de corte em corte se vão acalorando os bombeiros portugueses. Graças a Deus ou aos deuses, cá vamos tendo uma semanita de fogos, mas sol de pouca dura e tempo bastante para um descanso merecido no quartel, sendo que desta forma o dispositivo pode retemperar forças e preparar-se com solidez para a próxima semana quente que virá quando São Pedro quiser.

Felizmente que há quem pense nos bombeiros, pois pareceu-me no início deste verão que para os nossos governantes é mais necessário ter administrações com mais quatro a ser ricos administradores do que investir em mais meios terrestres ou colocar mais um ou dois meios aéreos para apoiar o ataque aos incêndios florestais. A leitura que faço é tão simples quanto isto: os bombeiros podem bem estar enrascados a defender o país e os bens dos portugueses e, quiçá, ter durante esta época de incêndios duas ou três baixas mortais, mas os amiguinhos e carneiros de estimação dos partidos políticos têm de continuar a comer caviar e a beber "champagne" francês de papo para o ar durante esta altura de calor.

2. Por outro lado, estou cansado nesta vida de bombeiro voluntário dos oportunistas que a bem da sua carteira e do seu "prestígio" balofo tendem a colocar dentro das corporações os homens uns contra os outros. Mais cansado estou quando são essas pessoas as que têm mais responsabilidade dentro dessas mesmas corporações. Quando isso acontece, há pessoas individuais que lucram, mas perde o corpo toda a sua união e (espero que pensem nisto!) abrem-se brechas que irão continuamente a ser aproveitadas por outros que posteriormente poderão ter os mesmos interesses. Constrói-se, portanto, aquilo a que vulgarmente se chama "um ninho de ratos"! Não é essa a ideia que eu tinha dos bombeiros quando entrei para o seu corpo, mas é essa ideia que hoje vai transparecendo com maior clareza. Ainda por cima nunca pensei cortar relações com amigos meus nos bombeiros por causa de interesses de outras pessoas, mas foi isso que aconteceu, pois acima de tudo deve haver respeito e verdade nas palavras que utilizamos quando somos chamados a comentar diferenças de opinião ou quando tentamos que uma simples lei seja cumprida. Infelizmente, hoje em dia as associações humanitárias são autênticos "faroestes" onde os "fora-da-lei" impõem as suas regras e onde se vive um clima de medo. Para além disso, é dentro das associações que a "vendetta" pessoal é cada vez mais frequente, assumindo contornos inexplicáveis e incontroláveis. Felizmente, todos podemos aceder aos tribunais civis para tentar "recolocar" o respeito pelo outro na ordem dos dias. Mas nada disto afasta a agonia que é ter um amigo de quem nos afastámos por causa dos oportunistas dos bombeiros a braços com a maior luta da sua vida (a poucos passos de a perder!) e lembrar-me que neste caso os bombeiros não uniram mas quiseram afastar. Tenho vontade, caso o pior venha a acontecer, de me afastar da razão da separação!

3. Para terminar esta crónica de tão difícil orquestração, quero partilhar convosco uma questão muito pessoal: depois de ter ficado aprovado nas provas de reclassificação para Oficial-Bombeiro (realizadas a 23 de Outubro de 2010), passaram cerca de nove meses após saber dessa aprovação e ainda não fui colocado no meu novo posto.



Guarda, 03 de Agosto de 2011

Daniel António Neto Rocha

Força Aérea pode assumir em 2012 combate aéreo aos incêndios

O recurso aos militares no combate aos fogos seria uma opção mais barata, conclui um estudo da Força Aérea que está a ser avaliado pelos ministérios da Defesa e da Administração Interna.

Um dos argumentos fortes para entregar o combate aos incêndios à Força Aérea (FA) pode ser a poupança de dinheiro nas contas públicas.

Apesar do investimento inicial, o documento conclui que esta seria rapidamente uma solução mais barata do que a actual, em que helicópteros e aviões são geridos por uma empresa pública.

A TSF sabe que, o estudo apresentado pela Força Aérea ao Ministério da Defesa conclui que esta tem capacidade para assumir o combate aos incêndios já no próximo ano.

Para isso é preciso extinguir a EMA - Empresa de Meios Aéreos, numa solução que baixaria os custos das operações já em 2012.

Os meios desta empresa pública passariam para a tutela da Força Aérea. Entre eles, os helicópteros pesados, Khamov, mas também outras aeronaves mais pequenas.

Para assumir o combate aos incêndios, a Força Aérea admite, no entanto, que precisa de readaptar os velhos helicópteros Puma, desactivados desde o ano passado, quando a Defesa comprou helicópteros mais modernos.

De início seria preciso fazer modificações em três helicópteros Puma em 2012, outros três seriam recuperados até 2015.

A TSF sabe que este estudo, elaborado pela Força Aérea, já foi entregue ao Ministério da Defesa, que o enviou para o Ministério da Administração Interna (MAI).

Recorde-se que a intervenção da Força Aérea no combate aos incêncios surgiu de um pedido de Aguiar Branco. Em declarações aos jornalistas, o ministro afirmou estar convencido de que a FA tinha capacidade para «assumir um papel determinante».

Fonte: TSF

Estudo dá como igual o stress do bombeiro ao do militar

O stress dos bombeiros nos incêndios florestais é semelhante ao sentido pelos militares num campo de batalha.

Tanto pode funcionar como um "red bull natural" para suportar o desgaste físico, como potenciar erros humanos.

Esta é uma das conclusões do psicólogo Rui Pedro Ângelo, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, que estudou o fenómeno do stress e bem-estar dos bombeiros portugueses.

Bombeiros e militares lidam muitas vezes com situações de risco extremo, o que lhes provoca um aumento substancial do nível de stress. Mas isso nem sempre é negativo.

"O stress nem sempre é negativo para quem o sente, a curto prazo pode ser uma coisa estimulante para continuar a missão", explicou Rui Pedro Ângelo, dando como exemplo os militares feridos em combate que muitas vezes só dão conta do ferimento depois do conflito terminar.

Para o psicólogo, "tal como o stress psicológico em contexto militar, o efeito da adrenalina nos bombeiros pode ter vantagens a curto prazo, funcionando como um estímulo para lidarem com desgaste físico do combate aos incêndios".

No caso dos bombeiros que enfrentam incêndios e que colocam muitas vezes a sua vida em risco, ao terem a perceção dessa situação, o stress pode ajudá-los.

"A adrenalina pode ajudar no défice de alimentação e de líquidos ou no combate ao sono, quando estão a combater há mais de um dia. Aqui o stress funciona como um 'red bull natural´ [bebida energética] para aguentar o desgaste físico", acrescentou.

Contudo, se o desgaste físico tem interferência no plano psicológico, o contrário também acontece: "Há pessoas que perante uma elevada tensão psicológica perdem capacidades físicas e comentem erros", referiu.

O especialista defende que é necessário sentir-se um "nível ótimo de stress para se estar ativo, mas ultrapassado esse limiar perde-se a capacidade de resposta, em alguns caso física, noutros no funcionamento cognitivo".

Mas se o stress sentido pelos bombeiros e pelos militares ou forças policiais é idêntico, a preparação de uns e de outros é muito diferente.

"A grande diferença para gerir com o stress passa pelo treino psicológico e esse os militares e as forças policiais têm e os bombeiros não", sublinhou.

Quem combate incêndios florestais tem apenas como ajuda a sua própria experiência e a forma como lidou com situações passadas.

"Um bombeiro que esteja rodeado pelo fogo se não tiver treino para lidar com uma situação de perigo extremo pode correr para o lado menos adequado em termos técnicos e colocar-se a si e aos outros em perigo e isso já aconteceu em Portugal", afirmou.

Rui Pedro Ângelo defende a existência de equipas psicossociais que façam uma intervenção de suporte aos bombeiros nos combates aos incêndios, a maioria deles voluntários, algo que já está a ser implementado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil.

"Quando um bombeiro morre numa frente de fogo não é só a sua família que é afetada, são todos os que continuam a combater os fogos e que pensam que essa desgraça também lhes pode acontecer. É um problema individual que tem um impacto coletivo", referiu.

Por isso, o psicólogo defende que os bombeiros portugueses deveriam ter um apoio individualizado, mas com consciência de que as situações dramáticas têm interferência no coletivo.

Fonte: I

3 de agosto de 2011

A Formação dos Bombeiros

Estamos como se diz na gíria estudantil no período de defeso. As aulas acabaram, os exames foram feitos e agora são as candidaturas às universidades. Entretanto os estudantes vão a banhos!

Nós nos Bombeiros, também estamos no período do defeso formativo, mas ao contrário dos estudantes, os Bombeiros estão em plena actividade na defesa da floresta e no combate aos incêndios florestais, no apoio às populações atingidas, que mobiliza milhares de companheiros em todo o nosso Portugal.
E invariavelmente, por esta ou aquela razão, por este ou aquele jornal, vem á praça pública a formação dos bombeiros.

Mas, façamos justiça, em qualquer fórum que se fale de bombeiros, qualquer reunião onde estejam bombeiros, o tema Formação é "obrigatório".
Ouvimos os Bombeiros e os seus responsáveis operacionais e as queixas são mais que muitas. A Formação nunca é a suficiente e são sempre os outros a serem beneficiados com os cursos.

Lemos os Relatórios de entidades como a Escola Nacional de Bombeiros onde podemos verificar os milhares de formandos, as centenas de cursos e um sem número de horas de formação atribuídas aos Bombeiros.
Afinal onde anda tanta formação?

Diz um desses relatos sobre o desempenho da Escola Nacional de Bombeiros, que "a oferta formativa da ENB, dispersa-se por um conjunto diversificado e significativo de Cursos/Módulos, abrangendo as áreas da Emergência Pré- Hospitalar, Transporte de Doentes, Incêndios Florestais ( nos níveis de 1ª Intervenção de Chefe de Equipa e de Grupo), Urbanos e Industriais (nos níveis de 1ª Intervenção e de Chefe de Equipa), Matérias Perigosas, Condutor de Embarcação de Socorro, Nadador Salvador, Operador de Central, Condução Fora de Estrada e Salvamento e Desencarceramento (SD), entre muitos outros."

Mas o que ouvimos, de uma forma geral em todos os distritos, é que a falta de formação é um problema recorrente, apenas estando garantidos os cursos de TS e SD, dado tratar-se de formação externa e da responsabilidade dos formadores existentes em cada um dos Corpos de Bombeiros. E quanto à outra formação, vai havendo de acordo com mais ou menos candidaturas comunitárias para subsidiar aquela formação.

Por exemplo no distrito de Lisboa, comunicaram-nos no mês de Junho que apenas 2 formadores externos da ENB estavam credenciados para ministrar formação de Técnicas de Socorrismo aos 56 Corpos de Bombeiros existentes.
Como é possível? O que se passou para que num distrito onde abundam formadores, particularmente nesta área, se tenham de cancelar todos os cursos programados por falta de formadores?

Sem este curso, em conjunto com o de SD, estão em causa todas as escolas de formação de estagiários e logo inviabilizados os respectivos concursos de ingresso.
Mas também ao nível da progressão na carreira, a bagunça é de tal ordem que ninguém se entende.
O Despacho 21722 /2008, de 20 de Agosto, veio regulamentar os Cursos de Formação, Ingresso e Promoção do Bombeiro e aplica-se a C.B.'s não pertencentes a Municípios.

Como se sabe, existem um conjunto de cursos/módulos obrigatórios e outros opcionais, mas que são condição para que se possa progredir na carreira. Pois bem, a falta de capacidade de resposta da Escola Nacional de Bombeiros está a comprometer esses concursos de progressão, deixando os Bombeiros e os seus responsáveis "á beira de um ataque de nervos".

Como sempre, no meu entender, a razão nunca está só de um lado. Por isso é necessário, digo mesmo fundamental, que aproveitemos este período de defeso e parar para pensar.
Este período seria uma oportunidade para se fazer uma avaliação critica do sistema de formação e de tudo o que o mesmo implica e definir um plano que possa resolver no médio prazo as lacunas com que nos debatemos nesta área, fundamental para os nossos Bombeiros e para a dinâmica dos nossos Corpos de Bombeiros.

Seria importante que a tutela avançasse com uma auditoria independente à Escola Nacional de Bombeiros e a todo o sistema formativo, para se poder corrigir desvios e colocar definitivamente aquela instituição de formação ao serviço dos Bombeiros de Portugal.

Autor: António Carvalho

Autoridade Florestal esqueceu-se dos bombeiros

Desconhecem-se as razões que levaram a Autoridade Florestal Nacional a abrir em 2 de Junho, com carácter de urgência, concurso para aquisição do serviço de técnicos GAUF, credenciados em fogo de supressão, quando existem inúmeros bombeiros habilitados para isso.

Desconhecem-se também as razões que levaram a mesma entidade a suprimir do seu sítio o anúncio do concurso.

Os bombeiros, naturalmente, questionam-se sobre o que poderá estar por de trás disto.

Este concurso estava a suscitar as mais sérias dúvidas e protestos, quer em função dos termos em que foi aberto, quer no tocante às verbas envolvidas.

O concurso foi aberto para 6 técnicos durante 3 meses para auferirem no conjunto 125 mil euros, ou seja, mais de 6 mil por mês cada um.

Admitiam-se técnicos credenciados em fogo de supressão ou que, pasme-se, reunissem as condições necessárias para a obtenção da respectiva credenciação, com experiência em análise do fogo de supressão e capacidade de liderança.

Fonte:BP

22 de julho de 2011

Mergulho no Azibo

Procedimentos Concursais

Encontram-se a decorrer, na Autoridade Nacional Protecção Civil, vários procedimentos concursais com vista ao preenchimento de 11 postos de trabalho na carreira técnica superior.


Podem ser opositores a estes procedimentos trabalhadores com relação jurídica de emprego de emprego público por tempo indeterminado estabelecida com a Administração Central do Estado (trabalhadores com vínculo à Administração Central do Estado), não podendo ser admitidos a concurso trabalhadores das Administrações Regionais ou Autárquica.


Estes postos de trabalho, bem como as áreas de formação académica a que respeitam, integram o mapa de pessoal da ANPC para o ano de 2011, aprovado por Despacho de S.E. o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, de 28 de Setembro de 2010.

Os avisos de abertura podem ser consultados no Diário da República, 2ª série.


Fonte: ANPC

Trás-os-Montes: 8.8 Milhões de Euros Para Água, Saneamento e Equipamento de Protecção Civil

Municípios e bombeiros do Douro e Trás-os-Montes garantem quinta-feira apoios para um investimento global de 8,8 milhões de euros na rede de abastecimento de água e saneamento, aquisição de veículos de combate a incêndios e equipamento para a neve.

Os contratos de financiamento serão assinados entre a Autoridade de Gestão do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2 – O Novo Norte), bombeiros e municípios numa sessão que decorre em Vila Real.

Será contratualizado um apoio de 2,2 milhões de euros para um investimento no interior da região do norte de 3,1 milhões de euros na aquisição, requalificação ou apetrechamento de veículos de combate a incêndios.

O investimento prevê ainda aquisição de lâminas e dispensadores de sal amovíveis que serão instalados, sempre que necessário, nas viaturas táticas dos serviços municipais de proteção civil ou dos bombeiros locais.

No que se refere aos contratos de financiamento para uma maior cobertura da rede de água e saneamento, são abrangidos os municípios de Montalegre, Peso da Régua, Sernancelhe, Torre de Moncorvo, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real.

Trata-se de um investimento de 5,7 milhões de euros, apoiado em 4,6 milhões, aprovado pela Comissão Diretiva do ON.2.

Com este pacote de apoios, garante-se a construção de 10 novas Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), 29 estações elevatórias de água, 86 quilómetros de rede de abastecimento e 286 quilómetros de rede de drenagem de águas residuais.

Fonte: Notícias Sapo