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4 de fevereiro de 2013

Meios Informáticos do INEM Atrasam Socorro




Foto: Cláudia Lima da Costa \ TVI
A TVI teve acesso a ordens escritas de médicas responsáveis. Os documentos falam de «atrasos inexplicáveis» e do risco de vítimas morrerem.

Os meios informáticos do INEM estão a atrasar o socorro de doentes urgentes. A TVI teve acesso a ordens escritas das médicas responsáveis pelas centrais 112. Os documentos falam de «atrasos inexplicáveis» e mesmo do risco de vítimas ficarem por atender e morrerem. 

Por causa das dúvidas sobre o software, é preciso confirmar sempre por telefone os procedimentos, o que atrasa o socorro.

Ambulâncias, carros médicos e helicópteros de emergência médica comunicam com as centrais 112 do INEM através de computador. O equipamento, chamado Mobile Clinic, devia permitir a transmissão rápida dos sintomas de risco dos doentes e indicar aos meios de emergência a rota mais rápida para chegar a ele, como um bom GPS. Mas está a acontecer o contrário. Os computadores bloqueiam, demoram tempo a reiniciar e, pior ainda: muitas vezes nem sequer recebem os alertas da central 112, induzindo em erro os operadores telefónicos emergência, que julgam ter activado ambulâncias que, afinal, não chegam a receber qualquer informação.
Uma Ordem de Serviço, emitida pela médica Regina Pimentel, directora regional do Centro do INEM, para os coordenadores e supervisores das centrais de emergência, em 28 de Novembro, prova a existência de graves atrasos no socorro por falha do equipamento Mobile Clinic:

«Meus caros: sempre que se acciona um meio pelo mobile, está escrito que deve ser confirmada a recepção do evento. Este procedimento não está a ser feito. Podem dizer-me que há muito trabalho, mas haverá muito mais se o evento não chegar onde deve, a ambulância não sair para o local, a vítima morrer, irmos todos a tribunal ou sermos postos nos disponíveis ou na rua com um processo. Todos sabem que o Mobile não está fiável ainda, os fluxos vieram trazer celeridade ao envio de meios e nós não temos a certeza que o meio foi! Não estamos afazer bem o nosso trabalho. Há atrasos no socorro inexplicáveis. Isto não é um conselho, porque esse já o dei há muito tempo. É UMA ORDEM E É PARA CUMPRIR a nível nacional».

A directora da Central de Doentes Urgentes de Lisboa reencaminhou de imediato a ordem de serviço para os operadores da maior central do país. Teresa Pinto, médica, acrescentou apenas: «Repito - é MESMO para cumprir».

O Mobile Clinic e o GPS Navigator foram adquiridos em 2007 e nos dois primeiros anos custou um milhão e trezentos mil euros. Mas foi colocado na prateleira precisamente devido à falta de qualidade. No relatório e contas de 2011, a administração do INEM explica que o equipamento foi colocado em testes mas que não era de todo fiável, tendo sido descontinuado.

No primeiro semestre de 2011, contudo, o INEM decidiu colocar o equipamento em todas as suas ambulâncias, carros médicos e helicópteros de emergência. O presidente, que não acedeu a um pedido de entrevista da TVI, garantiu então aos deputados que não tinham razões para se preocupar:

As ordens de serviço emitidas há dois meses pelas médicas com maior responsabilidade no INEM coincidem com a descrição feita à TVI por dezenas de operacionais de meios de emergência. O equipamento atrasa o socorro e ainda é encarado como um empecilho.

O pior é que o INEM já antes da sua instalação tinha um mau desempenho, como descrito pelo Tribunal de Contas numa auditoria de Dezembro de 2010:

«Nas chamadas de emergência associadas a risco imediato de vida, a capacidade de resposta dos meios do INEM é manifestamente insuficiente, quando comparada com os standards internacionais», lê-se.


Os juízes explicavam que no socorro a doentes em risco de vida, com acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos, dor e doença coronária súbita, em paragem ou com dificuldades respiratórias severas, ou com traumatismos graves, como as vítimas de acidentes, os padrões internacionais estabelecem em oito minutos para os meios de socorro chegarem a eles, ora em Portugal, o INEM só consegue fazê-lo em 20 por cento dos casos, apenas um em cada cinco doentes, contra 68 a 78 por cento dos ingleses.



Artigo: Carlos Enes 
Fonte: TVI

2 de fevereiro de 2013

Novo Coordenador Distrital da JuveBombeiro de Vila Real

Juvebombeiro Distrito Vila Real


Decorreu hoje nas instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários de Mondim de Basto a eleição do novo coordenador distrital da JuveBombeiro de Vila Real.

Depois de a anterior coordenadora, Catarina Machado, ter abandonado o cargo por questões pessoais e profissionais, foi requerida nova eleição na qual Rui Dinis foi o escolhido para ocupar o lugar.

Estiveram presentes na reunião elementos dos Bombeiros Voluntários de Vila Pouca de Aguiar, Mondim de Basto assim como representantes da JuveBombeiro do distrito do Porto e Bragança.



29 de janeiro de 2013

Consignação e Lançamento da Primeira Pedra do Quartel dos Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar


Ocorreu no passado Sábado dia 26 de Janeiro de 2013 a cerimónia de consignação e lançamento da primeira pedra na obra de construção do novo quartel dos Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar.

Depois de um processo de projecção demorado e polémico chega ao fim de "uma novela" como disse o presidente da Câmara Municipal, Domingos Dias.

A obra está orçada em cerca de 1.5 milhões de euros e irá permitir aos elementos operacionais dos Bombeiros Voluntários de Vila Pouca de Aguiar ter condições dignas e confortáveis.

Baseado na Notícia do Jornal Expresso:

28 de janeiro de 2013

Bombeiros: Carne Para Canhão

Imagem: TVI

Está algum incêndio do ano passado por apagar? Alguém vê por ai alguma coluna de fumo ou alguma percentagem de eficácia que tenha faltado aos Bombeiros Portugueses?


Depois de uma visita pela página da ANPC no separador dos incêndios florestais activos vejo que não, está tudo apagado, "extinto" como se diz na linguagem operacional e já dispensados de vigilância, diria mesmo: Assunto arrumado. 


Que corra a tinta nos jornais, que role cabeças, que se apure os culpados e as contas e principalmente, que se prenda os incendiários. 

Que se venha dizer: "Não devemos nada às corporações de bombeiros!", num jeito altruísta e até "separatista", não no verdadeiro sentido da palavra mas numa intenção de separar as águas, criar um distanciamento de outros movimentos. 

A ribalta das televisões, rádios e jornais é um dos grandes meios de mover a opinião pública em vários sentidos, há até quem acuse a imprensa de ser a causa da crise. No verão, gosto tanto de ver brilhar as estrelas do mundo do combate a incêndios tentando espelhar a alma cansada, suada e suja dos combatentes. 

Como eu gosto de os ver na fotografia ao lado daqueles que sofrem na sua pele e na alma os ataques à integridade física, provocadas pelas ocorrências dos incêndios florestais. 


O ano 2012, infelizmente, e à semelhança de outros anteriores, deixou marcas humanas muito pesadas e de um valor incalculável. Muitos ainda se batem pela recuperação das mazelas que o combate lhes deixou, outros, tragicamente, ainda choram a perda dos seus entes queridos, soldados da paz que já não voltam ao activo, já não voltam às suas famílias e não voltarão a sorrir de farda vestida. Nada mais   por eles a fazer a não ser lamentar, homenagear e aprender com os seus exemplos. Vê-los como heróis, como referências. 

Mas e os que ainda recuperam das mazelas? Aqueles que ainda não trabalham por estarem a recuperar de lesões? Que faltam as suas obrigações de pai, de mãe, de filho ou simplesmente de membro do agregado familiar e financeiro? Aqueles a quem as dores ainda não deixaram meses depois do incêndios extintos? 

Vamos fazer-nos esquecidos sobre esta rapaziada de soldados de ouro?

Alguém lá para os lados de Carnaxide se lembrou nestes últimos tempos de os procurar? Saber se era preciso alguma coisa, se estão recuperados ou se pelo menos podem ser "carne para canhão" para a próxima época de incêndios?

Já está tudo apagado? Foi embora a imprensa porque já não vende?

2013 e a época de incêndios irá começar dentro de meses, dentro dos conceitos que vimos ultimamente, mas espero sinceramente menos mortífera e mutiladora de corpos e almas que o ano transacto. Cabe-nos a nós o factor segurança mas nem sempre todos os cuidados são os suficientes. O perigo espreita a cada esquina.  

Heróis de Lourosa que ainda
recuperam.
Valha a quem precisa de apoio das mazelas dos incêndios, o calor positivo e o carinho dos seus colegas, amigos, comando e direcções porque para os lados de Carnaxide o problema está resolvido: "Incêndio Apagado, Extinto!".

Que gente é esta que corre para apagar os incêndios sabendo que a sua vida vale pouco mais do que carne para canhão?

Vida-por-vida, algo inexplicável mesmo, uma motivação surreal que faz esquecer tudo isto, menos as mazelas que ficam para a vida, que condicionam a mobilidade, a psicologia e os nossos comportamentos. 


Eventos traumáticos como classificam os técnicos, para classificar aquele que guardará para sempre na sua memória as marcas físicas e psicológicas dos incêndios que apagamos.

Que recuperem depressa!

ricardo@bps.com.pt

23 de janeiro de 2013

Comunicado APBV - Rectificações ao RNBP


Decorreu na passada segunda-feira, em Carnaxide, uma reunião de trabalho entre a APBV, representada pelo seu Presidente e acompanhado do Vice-Presidente Eng. António Calinas e o Sr. Presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Major-General Manuel Couto e a Sr.ª Directora Nacional de Bombeiros, Engª. Susana Silva.

Como já foi anteriormente referido, esta reunião foi solicitada pelo Presidente da APBV, devido ao elevado número de queixas apresentadas pelos Associados e referentes ao Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses (RNBP).

Destas anomalias, que contrariam e violam os objectivos para que o RNBP foi criado, salientamos o não lançamento ou registo de instrução, de formação externa aos Corpos de Bombeiros, omissão de serviço operacional, avaliação de desempenho e justificação de faltas ou outros pedidos efectuados na plataforma. Ou ainda mais grave, a não disponibilização das senhas de acesso aos Bombeiros.

Como estas omissões e falta de actualização no RNBP se traduzem num claro prejuízo para os bombeiros voluntários, motivado pela passagem ao Quadro de Reserva e consequente perda das regalias e incentivos como a perda de isenção de taxas moderadoras, bonificação do tempo para efeitos de reforma e comparticipação nas propinas do Bombeiro e/ou filhos, este assunto foi tratado com a atenção e urgência necessária, em sede própria. 

Todos os assuntos foram amplamente debatidos e esclarecidos e no final da reunião ficou o compromisso de a APBV analisar e encaminhar à ANPC as queixas recebidas dos seus Associados em particular e Bombeiros Voluntários em geral, tendo a ANPC, através do seu Presidente e Directora Nacional de Bombeiros, assumido receber, analisar e emitir parecer sobre os processos que por nós sejam encaminhados.

Assim, até 31 de Janeiro de 2013 (data em que a maior parte dos Bombeiros terminam o seu ciclo), devem todos os Bombeiros Voluntários cujo RNBP não esteja correctamente preenchido ou que não tenham as senhas de acesso, contactar a Direcção da APBV no sentido da sua rápida correção.

Rui Silva


Para pedir informação / senha de acesso ao RNBP deverá contactar a APBV via e-mail: direccao@apbv.pt

11 de janeiro de 2013

FireFighter Drones


Actualmente assistimos a um aumento significativo das actividades em que os Drones são envolvidos. Quer seja em actividades de lazer ou de trabalho os Drones estão a conquistar um lugar de destaque em actividades de risco, permitindo que se faça uma visualização em tempo real de situações perigosas sem necessidade de envolver meios humanos para o efectuar.
Um caso muito comum é o trabalho de reconhecimento efectuado pelos Bombeiros em Incêndios ou em situações de catástrofe naturais ou humanas. O primeiro passo para o socorro é o reconhecimento da ocorrência, de modo a ser possível ajustar os meios e estratégias de combate e socorro e por vezes um mau reconhecimento resulta em elementos feridos ou num combate ineficaz.
Num futuro próximo ainda é impensável usar Drones no combate directo a incêndios uma vez que existem demasiadas variáveis a ter em conta no combate a um incêndio para que os Drones possam avaliar todas as condições e efectuar o combate.
Mas quem sabe no futuro, longínquo penso eu, os Drones possam ocupar o lugar dos meios aéreos de combate a incêndios e ajudar e complementar o combate a incêndios.
O que pensam vocês de serem ajudados por meios aéreos não tripulados?

Fonte:

7 de janeiro de 2013

Cruz Branca Inaugurou Quartel Que Melhora Condições dos Bombeiros


Virou-se este domingo mais uma página no livro da história dos Bombeiros Voluntários da Cruz Branca de Vila Real. Sopraram-se as velas dos 116 anos de vida e cortou-se a fita do novo quartel, mesmo ao lado do nó de saída norte do IP4. 

"Uma viragem de 180 graus na comodidade dos bombeiros mas também na componente operacional", sublinha o comandante da corporação, Álvaro Ribeiro. Destaca a nova parada que possibilita "trabalhar a formação sem precisar de sair das portas do quartel", bem como a torre de treinos, que resultou da adaptação de um poste de muito alta tensão, cedido pela REN. 

A construção do novo edifício resultou de uma candidatura ao QREN no valor de 1,25 milhões de euros, comparticipada em 85%. Um investimento que não reflete as horas de trabalho dadas pelo pessoal da casa, funcionários da Câmara Municipal de Vila Real e amigos da corporação. Se fossem contabilizadas "o custo total da obra teria sido bem maior", nota Álvaro Ribeiro. 

Como quartel construído em época de austeridade, a estrutura foi pensada para o que é essencial, a operacionalidade, tendo mesmo prescindido de um salão nobre. Para esse efeito fica reservado o velho quartel, no centro da cidade, que possui um auditório com capacidade para mais de 200 pessoas. 

No que não se poupou foi no conforto dos cerca de 120 bombeiros, entre os quais as mulheres. Que o digam Susana e Márcia que se mostram muito "contentes" que a mudança que estão a experimentar. Elas e as outras 23 do corpo feminino. As duas novas camaratas têm capacidade para 10 bombeiras, enquanto na única anterior só podiam pernoitar seis. 

O velho quartel era "um espaço muito apertado" e obrigava as bombeiras a "passar pela cozinha para ir para as camaratas, que eram muito frias e só tinham uma casa de banho", salienta, ao JN, Susana Pereira, enfermeira de 32 anos, bombeira há mais de 10 e a única já com galões de oficial. 

Era a falta de alguma privacidade que mais constrangia a psicóloga Márcia Pereira, 25 anos, que ostenta as divisas de bombeira de terceira classe. "Tendo em conta que o número de mulheres a ingressar nos bombeiros foi aumentando bem precisávamos de umas camaratas próprias, num lugar mais reservado", nota. 

Para além de bombeira apta para qualquer situação, Márcia integra as equipas de apoio psicossocial criadas pela Autoridade Nacional de Proteção Civil para ajudar bombeiros e respetivos familiares em situações críticas. Não tarda nada, Susana será também formadora na área do socorro, na qual desenvolve o seu trabalho ajudando o INEM. 

Agora que há melhores condições de conforto no quartel, ambas esperam que o corpo de voluntárias possa aumentar. "Afinal, nós, as mulheres, conseguimos ser tão boas bombeiras como os homens", sorri Susana. 

Depois da bênção das instalações pelo Bispo de Vila Real, do corte da fita e dos longos discursos da praxe, a manhã de festa terminou com demostrações de exercícios na torre de treinos, uma largada de pombos e com um almoço volante na parada.

Fonte: JN

3 de janeiro de 2013

Opinião: Às Primeiras Horas de 2013 Milhares de Bombeiros Passaram Para o Quadro de Reserva




Ás primeiras horas de 2013, milhares de bombeiros em regime voluntário passaram automaticamente para o quadro de reserva.

Assim determina a portaria do 571 de 3 Julho 2008 do MAI, no artigo 4º 1- Para efeitos de permanência na situação de actividade no quadro, bem como para obtenção dos direitos, benefícios e regalias previstos no regime jurídico dos bombeiros portugueses, é obrigatória a prestação anual do tempo mínimo de duzentas e setenta e cinco horas de serviço operacional, sendo, no mínimo, cento e quarenta horas de socorro, simulacro ou piquete e setenta horas de formação e instrução.

Assim durante o ano de 2012 competia aos senhores comandantes dos corpo de bombeiros assegurar o registo tempestivo do serviço operacional no Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses, bem como a sua inclusão no processo individual de bombeiros.

A introdução de dados fictícios no sistema RNBP é considerada crime.

Os bombeiros que não cumprirem os requisitos mínimos de serviço operacional nem de formação passam automaticamente para o quadro de reserva, quadro que não permite aos bombeiros fazerem qualquer serviço operacional.

Se a portaria é justa?

Os bombeiros não se pronunciaram contra, nem tomaram qualquer medida para alterar algum item da portaria, assim a portaria é justa para a grande maioria dos bombeiros que não a cumprem, mas é injusta, principalmente para aqueles bombeiros que tiveram três vezes ou mais horas de serviço operacionais e não atingiram o número mínimo de horas de formação anual, porque não tiveram capacidade de dar mais tempo do seu tempo de lazer por excesso de tempo operacional para formação ou a formação não foi disponibilizada pelos seus comandantes.

Assim somente falta saber quantos bombeiros existem afinal em Portugal que cumprem.

Fénix

2 de janeiro de 2013

TIMAP: Um Mapa Que Pode Salvar Vidas




As medidas de auto protecção que os bombeiros consultam numa situação de emergência, estão em dossiers de 200 páginas, muitas vezes em locais pouco acessíveis. 

O TIMAP vem resolver este problema transportando esta informação para uma plataforma web que pode ser consultada a qualquer hora e em qualquer lugar.

Elisabete Cordeiro
36 Anos
Projecto TIMAP


Fonte

1 de janeiro de 2013

Acidente Rodoviário - Quintã de Jales - 01 de Janeiro de 2013




Pouco passava das 6:00h da madrugada quando foi recebido o alerta de um acidente rodoviário com 3 vítimas, uma delas encarceradas.

 À chegada ao local depara-mo-nos com um despiste em que umas das vítimas se encontrava efectivamente encarcerada, obrigando aos procedimentos de extracção por desencarceramento.

No local estiveram a ABSC 02 e o VSAE 01 de Vila Pouca de Aguiar,  Ambulância INEM da Cruz Verde de Vila Real assim como a equipa médica VMER.

26 de dezembro de 2012

Bombeiros da Cruz Branca, em Vila Real, Inauguram Quartel de 1,25 ME



Os bombeiros da Cruz Branca de Vila Real inauguram a 06 de janeiro o novo quartel, uma reivindicação antiga da corporação que resultou de uma candidatura ao QREN de 1,25 milhões de euros, disse hoje o comandante. 

 Localizado no cento da cidade, o antigo quartel possuía "fortes limitações" em termos de espaço para acolher os voluntários, viaturas e para o treino e instrução da corporação. 

O comandante da Cruz Branca, Álvaro Ribeiro, referiu que as novas instalações, que começam a ser ocupadas na quinta-feira, representam uma "aspiração antiga".

Fonte: expresso

22 de dezembro de 2012

Força Especial de Bombeiros Recebe VETA



A Força Especial de Bombeiros passou recentemente a dispor de um novo veículo. Trata-se de um veículo com equipamento técnico de apoio (VETA) especificamente concebido para se ajustar às exigências e necessidades de diferentes cenários operacionais em função do tipo de missões a executar. 

Possui, entre outras, valências de salvamento e desencarceramento em locais de difícil acesso, assim como equipamento para desobstrução de vias e criação de acessibilidades. Está previsto que no início do próximo Verão reforce a capacidade para apoio a operações de ataque ampliado no âmbito do combate a incêndios florestais. 

A viatura foi entregue ao grupo territorial da Guarda, estando, de momento, configurada para intervir no âmbito do resgate em montanha. Tem um peso bruto de 5300 quilos, tração 4X4, e 6 lugares para ocupantes.

Fonte: Facebook da ANPC




20 de dezembro de 2012

Londes Avalia a Possibilidade de Alertar Bombeiros Via Twitter


As redes sociais são actualmente um meio generalizado de partilha de informação, alcançando grandes massas num curto espaço de tempo. Seguindo essa filosofia Londres está a avaliar a possibilidade de os Bombeiros poderem começar a receber alertas via Twitter, aumentando assim a comunicação com os cidadãos que usem esta rede social.
Com esta solução Londres pretende oferecer mais uma ferramenta de contacto para os serviços de emergência.
Actualmente os Bombeiros de Londres já utilizam as redes sociais para recolher informações sobre as situações em eventos públicos de modo a poder definir uma melhor estratégia de intervenção.

Fonte:

18 de dezembro de 2012

“É Lamentável O Que Se Passa No Sector Dos Bombeiros”


O comandante dos Bombeiros Voluntários de Ansião, António Neves Marques, afirmou ontem que “é lamentável o que se passa neste sector”. Ao intervir na sessão solene comemorativa dos 55 anos da corporação, o comandante referiu-se “farto de conversa fiada e objectivos abordados” que, em grande parte, “não dignifica a figura do bombeiro voluntário nem das instituições que os suportam”.


Como habitualmente, Neves Marques aproveita o dia de aniversário da corporação para tecer “meros desabafos”. “Continuamos a ser tratados como cidadãos de segunda, mas quando existe algum interesse somos efectivamente de primeira, mas depois rapidamente se esquecem de nós”, realçou.

No seu entender os “homens e mulheres” que integram os corpos de bombeiros “continuam a ser desprezados e a verem os seus direitos esvaziados” no entanto “as suas obrigações são cada vez mais exigentes” sendo que “quem exige não conhece minimamente as suas qualidades, a sua dedicação e pouco sabe o que é voluntariado”. “Só poderá exigir quem conhece e só poderá comandar quem tem gente para comandar”, frisou.

Fazendo referência à nova legislação, Neves Marques afirmou que “conseguiram fazer dos comandantes dos corpos de bombeiros voluntários meros funcionários administrativos de mão-de-obra gratuita”, sobretudo, “capaz de fazer quase tudo, até mesmo organizar, dinamizar, motivar, disciplinar, instruir e formar o seu corpo de bombeiros” pois “caso contrário, serão penalizados e responsabilizados pelo não cumprimento das regras instituídas”.

Para aquele comandante, os bombeiros “necessitam de estar permanente apoiados em quem e por quem, efectivamente, esteja preparado e consciencializado para a problemática do socorro e da protecção civil enquanto ela assentar maioritariamente no voluntariado”.

Ainda, na sua intervenção, Neves Marques considerou que “muitas coisas vão ter de mudar sob pena de muitos corpos de bombeiros não terem gente disponível para acorrer a situações de socorro”, adiantando que “a não injecção de bombeiros de terceira classe vai condicionar, no futuro, a operacionalidade dos corpos de bombeiros”. Daí que tenha afirmando que “é urgente alterar a fórmula arranjada para o ingresso nos corpos de bombeiros”.

O discurso de Neves Marques deu o mote para os restantes oradores. Se para Mário Cerol, presidente da federação dos bombeiros do distrito de Leiria, aquele comandante “é extremamente dinâmico e competente com um trabalho meritório que tem de ser reconhecido”, Carlos Guerra, segundo comandante operacional distrital disse para que “não tenha medo de ser incómodo”. “É com um espírito crítico que conseguimos, muitas das vezes, alguma luz ao fundo do túnel”, disse.

Por sua vez, o presidente da direcção da instituição, que preside também à Câmara Municipal, aproveitou para enaltecer o investimento realizado nos últimos sete anos de liderança, e que totalizam mais de quatro milhões de euros.

Segundo Rui Rocha, as prioridades para 2013 vão ser direccionadas para algumas obras de beneficiação e aquisição de equipamentos de protecção individual.

Enaltecendo a “cabal reposta na defesa da guarda do território e das suas gentes” prestada pela corporação, o autarca fez uma alusão à “postura de grande liderança” do comandante Neves Marques.

Para além das tradicionais promoções de bombeiros, com destaque para a passagem de nove estagiários a bombeiros de terceira classe, o comando distinguiu Luís Eduardo Pimenta pela Dedicação e Mérito. Um prémio instituído há quatro anos e que pretende reconhecer a “dedicação e o esforço” do bombeiro que se destacou “dentro e fora da actividade operacional”.

Fonte: noticiasdocentro

13 de dezembro de 2012

Emergência Médica (991) via SMS nos EUA


Vivemos numa época em que os sms são enviados numa escala muito superior às chamadas telefónicas e como meio de complementar o serviço de voz os EUA vão implementar até Maio de 2014 um serviço capaz de lidar com sms referentes à emergência médica.

Segundo o site The Register as autoridades dos EUA estão a trabalhar com as 4 maiores operadoras de telecomunicações de modo a conseguir implementar este serviço até 15 de Maio de 2014.

Este serviço não tem como intenção substituir as tradicionais chamadas de voz, mas sim permitir alcançar uma maior gama de situações em que a chamada telefónica não seja possível, tal como uma situação de muito ruído ou ainda pessoas com problemas em comunicar verbalmente ou dificuldades auditivas.



Algo muito semelhante tem vindo a ser desenvolvido por investigadores da UTAD, em que o grande objectivo é a integração com os serviços de emergência Nacionais, o INEM.

12 de dezembro de 2012

Investigador Diz Que "Portugal Não Está Preparado Para Grandes Incêndios"


O investigador Domingos Xavier Viegas disse hoje, em Coimbra, que Portugal não está preparado para lidar com incêndios de comportamento extremo, como o que ocorreu no último verão no Algarve, que consumiu 25 mil hectares. 

"Temos melhorado muito o sistema de Proteção Civil desde 2003, mas ainda há trabalho a fazer", referiu o professor universitário, numa palestra sobre "A gestão de grandes incêndios", organizada pelo Colégio Regional de Engenharia Florestal e pelo Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade. 

Perante uma plateia constituída maioritariamente por comandantes de bombeiros, bombeiros e técnicos de proteção civil, Xavier Viegas utilizou o grande incêndio do Algarve, um dos seis maiores de que há registo em Portugal, para explicar comportamentos do fogo e falar da necessidade de experimentar novos métodos, nomeadamente ao nível do posto de comando. 

Segundo o investigador, que realizou o relatório daquele incêndio para o Governo, as mudanças que podem trazer ganhos aos sistema de Proteção Civil passam pela melhoria do treino, das ferramentas que são usadas no apoio à decisão dos postos de comando e da comunicação com as autarquias e as populações. 

Embora não consiga prever a ocorrência de fogos de grande dimensão, o professor Xavier Viegas frisou que, desde 2003, se têm registado incêndios "muito grandes" com áreas superiores a 10 mil hectares, "que não se verificavam no passado". 

"Isso não acontece só em Portugal, mas em outros países do Mundo, e uma das causas pode ser o aquecimento global que estamos a observar há umas dezenas de anos, que está a ser acompanhado de períodos de seca mais prolongados", disse. 

O docente, que leciona na Universidade de Coimbra, considera que a abertura de uma rede de faixas primárias de contenção em volta das localidades é uma forma "prioritária" de prevenir, ajudar ao combate incêndios e minorar os prejuízos das populações. 

Xavier Viegas recordou que, no caso do grande incêndio do Algarve, a área ardida estava referenciada desde há vários anos como uma zona onde era necessário abrir 256 quilómetros de faixas de proteção, mas que lamentavelmente apenas 50 quilómetros tinham sido concluídos. 

O investigador de Coimbra lamentou ainda que fundos comunitários que poderiam ser utilizados na prevenção não sejam gastos por Portugal e tenham de ser devolvidos à União Europeia. 

"Dou o exemplo dos 10 milhões de euros que em 2006/2007 não se encontraram para fazer as faixas na zona ardida no Algarve, e seguramente que deve ter existido o dinheiro neste período de tempo, mas agora apareceram de repente sete milhões de euros para recuperar a área depois de queimada", sublinhou.

Fonte: ionline

10 de dezembro de 2012

Bombeiros de Vidago Comemoram 45 Anos de Existência e Como Prenda Inauguram Ampliação do Quartel


Francisco Oliveira e Fernando Cadete distinguidos com Crachá de Ouro da Liga de Bombeiros 

A mais alta distinção da Liga dos Bombeiros Portugueses foi entregue a Francisco Oliveira e a Fernando Cadete presidente e Comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago. 

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago, Francisco Oliveira e o Comandante Fernando Cadete foram, no decorrer da cerimónia das comemorações do 45º aniversário, agraciados com a mais alta das distinções atribuídas no universo dos bombeiros portugueses: o Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses e que lhe foi imposta pelo Comandante António Fonseca em representação da Liga. 

O presidente e o Comandante da AHBVV disseram sentir-se “honrados com tal distinção” que não consideram “um prémio seu, é mais um estímulo do trabalho que ainda estão muito a tempo de fazer”. Dentro da Associação cada um assume as suas responsabilidades e quando precisamos de ajuda, falamos todos uns com os outros e as coisas aparecem feitas”. 

O representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, Cmt. António Fonseca, referiu-se à entrega desta distinções como “um ato de fazer justiça, depois de considerar uma, das muitas testemunhas, das qualidades, destes homens, sobretudo, como pessoas”. A entrega do Crachá de Ouro da Liga, salientou António Fonseca, “é uma forma simples e singela de apontar à sociedade em geral, e não apenas aos Vidaguense, muitos homens e mulheres que, na estrutura dos bombeiros em Portugal, servem o seu país, exercem cidadania ativa, com competência e responsabilidade”. 

 Os Bombeiros Voluntários de Vidago celebraram no passado dia 8 de Dezembro, o 45º aniversário. Como tal, após a formatura geral, desfilaram até ao cemitério da Vila onde depositarem uma coroa de flores em Homenagem aos que partiram e para relembrar todos os colegas que deram a sua vida por esta nobre causa, os soldados da paz desfilaram pelas artérias da vila, acompanhados pela fanfarra. 

Após a arruada, prosseguiram as festividades, com a imposição de condecorações aos elementos do corpo ativo com a entrega de distinções de grau cobre, prata, ouro e serviços distintos a vários bombeiros. Após a realização da missa, foram benzidas duas novas viaturas. Um VLCI Veiculo Ligeiro de Combate a Incêndios e um VCOT Veículo de Comando. 

Foram vários os organismos do Concelho que se juntaram a esta homenagem, entre as quais a Liga dos Bombeiros Portugueses, A Federação Distrital de Bombeiros, todas as Associações de Bombeiros Voluntários do Alto Tâmega, Cruz Verde de Vila Real e Peso da Régua, Comando Distrital de Operações e Socorro, GNR e GIPS, Juntas de freguesia da área de intervenção dos Voluntários de Vidago, Associações Culturais e Desportivas, Camara Municipal de Chaves e por fim entidades individuais e coletivas que desta forma quiseram prestar o seu reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos Soldados da Paz. 

No decurso da sessão solene foram agraciadas várias personalidades singulares e coletivas que contribuíram para que os voluntários de Vidago pudessem desenvolver e melhorar o seu trabalho junto das populações com destaque para a UNICER á qual foi atribuído o titulo de sócio Benemérito, representada pelo Dr. Rui Ferreira e pelo Eng. António Simões pelo seu contributo dado para a conclusão das obras do alargamento de quartel. 

Foram ainda concedidos dois louvores: Ao Cmt Fernando Cadete e ao Tesoureiro Silvino Rodrigues, pela forma altamente meritória como desempenharam as funções durante 45 anos relevando sempre inexcedível dedicação, elevada competência e extraordinária capacidade de trabalho mesmo com sacrifício da vida pessoal e familiar aliados aos profundos e sólidos conhecimentos foram decisivos na boa condução dos assuntos e bom nome dos Bombeiros 

Fernando Cadete comandante dos Bombeiros de Vidago iniciou a sua intervenção dirigindo uma saudação muito especial ao Presidente da Câmara Municipal de Chaves, que considera grande amigo dos bombeiros e sempre atento aos seus problemas e naturais anseios. 

À Direção desta Associação quero louvar o trabalho efetuado e com especial relevância para Sr. Presidente agora crachá de ouro. É muito merecedor desta honrosa distinção por ter dado sobejas provas de competência, Zelo, e dedicação á Associação sempre com elevado sentido de responsabilidade. Por estas qualidades de carácter aliadas ao profissionalismo que sempre demonstrou, é digno de admiração e estima por todos nós. Obrigado também pelo esforço que tem feito para o desenvolvimento e bem-estar desta instituição. Realce-se ainda a estreita e preciosa colaboração com o Comando. Foi este caminho traçado por ambas as partes e estamos certos que dele não nos desviaremos. 

Ao Comando Distrital, também umas palavras de reconhecimento. Dos 45 anos da minha já longa atividade nos bombeiros estou na atual função há doze! Do Comando venho, invariavelmente, recebendo os indispensáveis apoios técnico e psicológico de forma muito responsável, abnegada e generosa. Os seus ensinamentos e a sua ação vêm contribuindo para a melhoria do cumprimento das nossas funções social e operacional que serão, estou certo, cada vez mais exigentes. 

Como comandante dos Bombeiros de Vidago, manifestou publicamente a sua admiração para com os seus Homens, afirmando que “sem a sua dedicação e empenho não teria sido possível levar a cabo toda a operacionalidade que se tem mantido ao longo destes anos”. Questiono-me sobre o papel dos poderes instituídos na manutenção das Associações e corpos de Bombeiros, face a uma crescente intervenção profissional no sector dos Soldados da Paz, por nós reconhecida necessária, mas sempre comcarácter de complementaridade ao voluntariado! 

Sobre o Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses, os valores das horas convencionadas podem parecer razoáveis mas não deixaram de ser pensados para centros urbanos com grande poder de fixação de pessoas e não para Corpos de Bombeiros de terras do interior, como é o caso de Vidago, em que parte dos Bombeiros sentem-se na obrigação de emigrar ou trabalhar em outras paragens, regressando á terra aos fins-de-semana e em períodos de férias. Não se lhes pode exigir que para compensarem os períodos de ausência passem as ferias e os fins-de-semana no quartel, também eles têm família – e pergunta-se: Se tanto lhes é exigido pela tutela, o que recebem de retorno? Pouco ou nada, digo eu. Na verdade, a não ser o amor aos Bombeiros e a vontade de estar ao serviço dos outros, não se vê bem as motivações que tantos apregoam aos quatro ventos. Em corporações pobres, como é o caso da nossa, às vezes até se paga para ser bombeiro! Portanto não nos venham com esmolas para Bombeiros no período entendido como critico para os incêndios florestais. Não voltem com a esmola dos cerca de 20 € por doze horas de disponibilidade, que muitas vezes é de trabalho duro e braçal no teatro de operações. Será que, lenta mas progressivamente, se vai asfixiando este exército de homens e mulheres que, sem nada esperar em troca, serve anónima mas voluntariamente, esta nobre causa, louvada por muitos, mas reconhecida por poucos? 

O Comandante Cadete terminou com o desejo de partilhar este dia muito especial com a família de todos os Bombeiros de Vidago e fazer um especial agradecimento às esposas e aos filhos, que sempre nos apoiaram em todas as ocasiões e souberam compreender os momentos de ausência em razão do serviço. 

Também Francisco Oliveira, presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago, salientou o capital humano existente nesta instituição, afirmando existir uma sã convivência entre a direção e o corpo ativo. 

Assinalamos com alegria hoje a passagem de mais um Aniversário da nossa Associação, o 45º, é sem dúvida um dia especial. A comemoração de cada aniversário, na vida das pessoas como nas Instituições, é sinal de vida e esperança, é sempre pretexto para um momento de balanço mais ou menos exaustivo, através dele tiram-se ilações e faz-se a história. 

Hoje para mim é sem dúvida um dia muito especial, é um dos mais felizes da minha vida, 

Citando FERNANDO PESSOA, disse um dia “ Deus quer, o Homem sonha a obra nasce ” pois bem ela ai está, que irá ser inaugurada no final desta sessão solene. Mas, também um grande senhor AMADUES MOZART, disse” Para fazer uma obra, não basta ter talento, não basta ter amor, é preciso viver um grande amor. 

Por isso, para ser bombeiro, não basta ter farda, é preciso ter um grande amor à causa do voluntariado, servir a humanidade, ajudar quem de nós precisa, é dar a sua vida pelos outros sem nada receber em troca, de dia ou de noite, com frio, chuva, vento ou ao sol em brasa no verão, nunca sabem dizer não, podem saber que não voltar mas vão. 

Nunca lhes seremos suficientes gratos, e tantas vezes são incompreendidos por alguns. 

Durante os já 35 anos que estou ao serviço desta Associação Humanitária dos quais apenas, 10 como Presidente da Direção, cumprimos, portanto Já posso sair com a satisfação do dever cumprido. 

Das 21 viaturas existentes, adquirimos: catorze 

No ano passado requalificamos a parte existente do quartel, com 35 anos de existência, com a requalificação e reposição de pavimentos, casas de banho e pintura geral, interior e exterior. 

Este ano concluímos finalmente a ampliação do quartel, passamos agora a ter melhores condições de trabalho. Para ficar totalmente concluído necessitamos de seis unidades de AR condicionado, pois sobretudo no INVERNO, com temperaturas negativas, sem aquecimento será impossível ter condições de habitabilidade. 

A ampliação do nosso quartel iniciou-se em 1997, com a aprovação do projeto pela Câmara Municipal, parado nas gavetas do então SNBPC, até Novembro de 2004. As obras iniciaram em 2004 com a colocação a 1ª placa. Continuaram em 2005, com a colocação do telhado, pararam em 2006, pela alteração da Lei e má vontade política. Até que num bendito almoço realizado no Vidago Palace Hotel, no passado dia 21 de Junho de 2012, aquando da assinatura da cedência da água para o futuro balneário termal de Vidago, falando das dificuldades e dos problemas que afetam e preocupam os bombeiros, nomeadamente a conclusão das obras do quartel paradas desde 2006, Eis que alguém com muita sensibilidade com um grande coração, e com uma vontade extraordinária em colaborar disse” Sr. Presidente vamos ver o que se pode fazer, alguma coisa se vai arranjar” Esse grande senhor é o Sr. Dr. Rui Ferreira Administrador da UNICER, aqui presente. 

Passados três dias tínhamos dois Eng.º a visitar a obra, para dar início aos trabalhos. 

Assim sendo queremos agradecer a todos, a todos sem exceção, e não queremos esquecer ninguém, associados, bombeiros, populações, comércio, empresas, emigrantes espalhados pelo mundo, com especial incidência nos radicados em França e nos Estados Unidos. 

Ao Senhor Dr. João Batista, Presidente do Município de Chaves, o nosso sincero agradecimento e reconhecimento, pois sem o seu apoio não seria possível mantermos a Associação em funcionamento. 

Ao Sr. Dr. Rui Ferreira diretor executivo da UNICER e Sr. Eng-. António Simões Diretor de Turismo, o nosso reconhecimento e agradecimento, por todo o apoio que sempre nos têm dado, pois sem o apoio de V. Exªs, não estaríamos hoje a inaugurar o alargamento do quartel, todos lhe estamos eternamente gratos. 

Ao Senhor Comandante Operacional Distrital da Autoridade Nacional de Proteção Civil o nosso muito obrigado pela sua presença, por toda a sua disponibilidade e pelo apoio prestado sempre que solicitado. 

Senhores autarcas Presidentes de Junta da área de atuação dos Bombeiros de Vidago, obrigados pelo v/ apoio e pela demonstração inequívoca da preocupação que têm como representantes eleitos, pela segurança e bem-estar das vossas populações, o vosso apoio nunca será demais. 

Á Srª. Drª. Maria da Conceição Vieira Lopes, que apadrinhou a nova viatura de combate a Incêndios, o nosso reconhecimento e agradecimento pela sua generosidade. 

Ao Sr. António Joaquim Cabo Carvalho e esposa Dª. Ilda Maria Ferreira Valente Carvalho, o nosso reconhecimento a nossa gratidão, pelo gesto altruísta e abnegado pela oferta da viatura todo o terreno. 

Ao nosso associado e amigo João Aguiar, que finalmente passados 44 anos foi possível concretizar e editar o legado que nos deixou, as três marchas dedicadas aos bombeiros de Vidago a 1ª tinha eu apenas 15 anos quando escreveu e compôs em Outubro de 1968, com o título “ Bombeiros Voluntários de Vidago, a 2ª Honra aos Bombeiros de Vidago em Outubro de 1972 e a 3ª. Gratidão aos Bombeiros de Vidago em Outubro de 1978, daí o nosso reconhecimento público e a nossa gratidão. 

Ao Engº. Alexandre Barroso, diretor do Clube de Golf do Vidago Palace, o nosso obrigado pela iniciativa do torneio de Golf que realizou no passado dia 1 de dezembro intitulado, “Torneio de Beneficiência”, associando-se assim ao nosso aniversário, que foi um êxito. 

Aos bombeiros e às vossas famílias quero Expressar-vos a minha gratidão pelo vosso empenho, dedicação espírito de sacrifício altruísta e abnegado, com que tendes sabido cumprido a vossa nobre missão VIDA POR VIDA. 

 Em seguida usou da palavra o Carlos Silva, Comandante Operacional Distrital de Vila Real, elogiou o trabalho desenvolvido pelos Bombeiros de Vidago, felicitou a Associação por mais um aniversário e agradeceu o convite para estar presente na efeméride. Aproveitou para homenagear ”as mulheres e homens que quotidianamente são protagonistas de histórias de coragem, abnegação e altruísmo”. Destacou as várias ações realizadas, durante este ano, pelos BVV, “Estes valores traduzem o rigor e a exigência emanada pelo vosso comando, a vossa qualidade tem sido inequivocamente demonstrada e encoraja-nos a perseguir o esforço contínuo de aperfeiçoamento de competências, nomeadamente a nível operacional”. Realçou que este trabalho “ não seria possível sem a prestimosa colaboração e dedicação dos elementos desta direção e do seu presidente, que com empenho, competência e rigor tem sabido apoiar o corpo ativo, como é exemplo a ampliação do quartel dando melhores condições a sete corpo de bombeiros”. Terminou por expressando “o meu agradecimento e orgulho como Comandante distrital da Autoridade Nacional de Proteção Civil, pela entrega destes homens e mulheres às causas humanitárias”. O Presidente do Município, Dr. João Batista, quis prestar a sua homenagem, sublinhado que “falar de bombeiros é falar de coragem, determinação e valor, mas também de trocar a sua própria casa por uma casa comum, como é um quartel de bombeiros”. 

O Presidente deixou também uma palavra de apreço às famílias dos Bombeiros, porque “para prestarem esta ajuda ás populações, há muitos sacrifícios no seus lares, nas suas famílias, nas suas casas, que muitas vezes terão de ser feitos”. No final, o Presidente da Edilidade garantiu aos Bombeiros Voluntários que, “embora seja corrente, hoje em dia, falar-se de cortes de orçamento, podem contar com o apoio da autarquia, porque esta casa vai ter sempre a prioridade número 1”. 

Antes do final sessão solene, foi apresentado de uma forma informal o futuro comandante deste Corpo de Bombeiros. Sr. Tenente Coronel Hélder Machado Guerreiro que brevemente assumirá as suas funções. 

A festa culminou com um almoço-convívio entre bombeiros, sócios e restantes convidados. 

Texto ao cuidado de: Augusto Oliveira Bombeiro 3ª Classe

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