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22 de outubro de 2013

3 Grandes Incêndios Queimam 5395 Hectares

O verão de 2013 foi particularmente complicado ao nível de incêndios florestais, e o Concelho de Vila Pouca de Aguiar não foi excepção.

Tivemos centenas de ignições em toda a duração do dispositivo, mas entre todas elas destacamos 3 incêndios com dimensão superior a 100 hectares, estando entre os maiores do Distrito.

Uns minutos a analisar o relatório geral disponibilizado pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Floresta revelaram a seguinte tabela:


Através destes números conseguimos perceber que a época de ECIN's de 2013 não foi tão sorridente para Vila Pouca de Aguiar como se possa querer fazer. Houve dificuldades acrescidas devido a múltiplos factores que ampliaram as proporções de alguns incêndios.

O relatório completo pode ser consultado Aqui

Incêndios consumiram 140.944 hectares este ano, mais 28% que em 2012


A área ardida aumentou este ano 28 por cento em relação a 2012, tendo os incêndios florestais consumido 140.944 hectares, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Em contrapartida, as ocorrências de fogo diminuíram 10 por cento, tendo-se registado 18.869 ignições, menos 2.135 do que no ano passado, adianta o último relatório provisório de incêndios florestais do ICNF.

O documento, com dados entre 01 de Janeiro e 15 de Outubro, indica também que as 18.869 ocorrências de fogo resultaram em 140.944 hectares de área ardida, a maior dos últimos oito anos.

Os dados permitem concluir que só no mês de Agosto arderam 89.834 hectares de florestas e registaram-se 6.844 ocorrências de fogo.

O segundo mês com valores mais elevados foi Setembro, tendo os 4.955 incêndios consumido uma área de 26.867 hectares.

"Agosto e Setembro são, até à data, os únicos meses do corrente ano que registam valores, em número de ocorrências e correspondente área ardida, superiores às médias mensais do decénio anterior", lê-se no relatório.

O documento refere igualmente que o maior número de ocorrências se verificou no distrito do Porto (5.901), seguido de Braga (2.014) e Viseu (1.899), sendo a maioria fogachos, ou seja, incêndios que não ultrapassaram um hectare de área ardida.

Viseu é o distrito com mais área consumida pelas chamas este ano, registando 35.093 hectares de espaços florestais ardidos, seguindo-se Vila Real e Bragança, com 23.898 e 22.805 hectares ardidos, respectivamente.

O maior incêndio do ano ocorreu no concelho de Alfândega da Fé (Bragança) em Julho e consumiu uma área de 14.136 hectares, dos quais cerca de 13.706 são espaços florestais, indica o mesmo documento.

Além do incêndio no distrito de Bragança, registaram-se este ano mais 194 grandes incêndios, com área ardida em espaço florestal maior ou igual a 100 hectares.

Estes 195 incêndios consumiram um total de 115.790 hectares de espaços florestais, cerca de 82 por cento do total da área ardida, segundo o último relatório do ICNF.

Da lista dos grandes incêndios fazem também parte os fogos que deflagraram na serra do Caramulo, que na zona de Tondela consumiu 6.841 hectares, e no concelho de Tarouca, onde as chamas afectaram uma área de 6.026 hectares.

Os incêndios florestais provocaram este ano nove mortes, oito dos quais bombeiros.
Lusa/SOL

17 de outubro de 2013

Investigador lança livro sobre incêndio de Armamar que matou 14 bombeiros




O investigador Domingos Xavier Viegas lança no sábado o livro "Cercados pelo fogo em Armamar", no qual relata os acontecimentos associados à tragédia de 1985, durante um incêndio que matou 14 bombeiros daquela corporação.

"Este incêndio teve particular importância para mim, porque me motivou a estudar a temática dos incêndios florestais", disse à agência Lusa o professor catedrático da Universidade de Coimbra, que coordena a equipa do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais.

O acidente ocorreu a 8 de setembro de 1985, dia em que, segundo Xavier Viegas, "morreram 14 bombeiros num só local, ainda por cima todos da mesma corporação (Armamar) e muitos da mesma família".

"Há muitos anos que queria narrar este acidente, mas tive de aprender um bocado, para perceber melhor sobre o assunto", explicou.

Depois de ter publicado dois livros dedicados aos acidentes com vítimas mortais ocorridos nos incêndios florestais de 2003 e 2005, a corporação de Armamar convidou-o a fazer um trabalho sobre este acidente específico de 1985.

"Comecei a trabalhar em 2009, deslocando-me muitas vezes a Armamar, falando com pessoas, sobreviventes, familiares, para contar a história não só do acidente, mas também das pessoas", afirmou.

Embora faltem muitos elementos, foi possível "reconstituir os acontecimentos e encontrar até aspetos comuns entre vários casos e tirar ensinamentos que permitem depois melhorar as coisas".

Segundo Xavier Viegas, no dia 8 de setembro de 1985, aqueles bombeiros "tinham acabado de extinguir uma secção do incêndio e foram chamados pelas pessoas de uma aldeia", onde estava a começar um outro fogo.

"Estavam a dirigir-se para a aldeia, a pé, iam a descer um desfiladeiro e, sem que dessem conta, havia uma frente de fogo perto deles que entrou no desfiladeiro e os apanhou", relatou.

O investigador considerou ser possível, quase 30 anos depois, ainda acontecerem acidentes como este nos incêndios florestais.

Recordou que, ainda há poucos meses, "aconteceu nos Estados Unidos um acidente onde morreram 19 bombeiros e que tem muita semelhança com o acidente" de Armamar, porque "estavam a ir de um sítio para o outro e havia um fogo perto, que acabou por lhes cortar o caminho".

"Estamos a falar de Armamar, Portugal, em 1985, em que os meios eram poucos e equipamentos quase nenhuns, e dos Estados Unidos, em que se passa o contrário, os bombeiros estão bem equipados, bem treinados e, no entanto, continuam a ser surpreendidos por aspetos do comportamento do fogo", acrescentou.

Fonte:

16 de outubro de 2013

Macedo Cavaleiros: Autarcas Submetem Nova Providência Cautelar

Vai ser interposta uma nova providência cautelar para impedir a saída do helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros.

Os autarcas do distrito de Bragança reuniram ontem, em Alfândega da Fé, e decidiram continuar a recorrer à justiça para impedir a saída do meio aéreo para Vila Real.

A presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé e porta-voz dos autarcas garante que os representantes dos munícipes vão continuar a lutar para impedir que o helicóptero do INEM saia de Macedo de Cavaleiros.

“Tendo a providência cautelar sido indeferida pelo Supremo Tribunal de Justiça vamos agora avançar com uma nova providência cautelar no sentido de enquanto não for julgada a acção principal, onde será tomada a decisão definitiva, não ser retirado o helicóptero de Macedo de Cavaleiros. Também decidimos pedir uma reunião à presidente do INEM, uma vez que há uma alteração dos dirigentes do INEM, queremos também fazer valer os nossos argumentos e até podemos chegar a um acordo e o INEM desistir da ideia inicial de retirar o helicóptero de Macedo de Cavaleiros”, salienta a autarca.   Berta Nunes adianta que a nova acção vai dar entrada em tribunal em breve.“Vai ser muito brevemente, uma vez que neste momento também há alguma urgência neste processo. Como é uma providência cautelar que pode ser assinada por qualquer cidadão e não só pelas autarquias como foi a primeira, nós vamos avançar já com essa providência e depois pretendemos que outros cidadãos interessados possam assinar essa acção popular. Como está prevista uma manifestação para 2 de Novembro vamos contactar os organizadores, para que todos os cidadãos interessados possam subscrever essa acção popular”, acrescenta a edil.

 O objectivo é garantir a permanência do meio aéreo de emergência no distrito de Bragança até à decisão sobre a acção principal interposta pelos autarcas.

Até porque Berta Nunes acredita que o tribunal vai dar razão à população do distrito de Bragança.“O que nós pretendemos com esta providência cautelar é que o helicóptero seja retirado de Macedo antes que seja julgada a acção principal, uma vez que consideramos que na acção principal nos vai ser dada razão. O nosso principal argumento tem a ver com o facto de existirem protocolos, que são contratos que estão assinados, e que neste momento o Ministério da Saúde, o INEM e a Administração Regional de Saúde do Norte estavam a desrespeitar unilateralmente sem sequer terem ouvido os presidentes de Câmara antes de tomar a decisão de retirar o helicóptero”, realça Berta Nunes.

Para a próxima semana está agendada uma nova reunião, para que os novos autarcas que ainda não tomaram posse possam ter uma participação activa neste processo.

Fonte: http://ondalivrefm.net

27 de junho de 2013

Câmaras Algarvias Reforçam Financiamento Do Dispositivo De Combate A Incêndios



As 16 câmaras algarvias vão reforçar o financiamento do dispositivo especial de combate a incêndios florestais, que passarão a receber 60 euros por cada período de 24 horas.

Trata-se de um acréscimo de 15 euros face aos 45 euros pagos pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), reforçando as compensações pagas aos bombeiros num investimento total de 300 mil euros.

A medida vai ficar assente através de um protocolo, que será assinado entre todos os municípios algarvios, a ANPC, as 13 associações humanitárias de bombeiros da região e a Federação de Bombeiros do Algarve.

A iniciativa foi conduzida pela Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), que a considera “pioneira”, salientando que o valor do investimento será dividido de forma igual pelas 16 autarquias da região.

O dispositivo de combate contará, nos meses mais críticos – de julho a setembro –, com 450 operacionais, apoiados por 114 meios técnicos e três meios aéreos, incluindo as medidas preconizadas na sequência das grandes operações de proteção civil registadas em 2012 na região.

A sessão de assinatura do protocolo está agendada para segunda-feira, 1 de julho, às 15:00 horas, na sede da AMAL, em Faro.

Fonte: www.regiaosul.pt / .diariOnline RS

20 de junho de 2013

Corporações Retêm Dinheiro dos Bombeiros



Notícia do jornal Crime de hoje refere que corporações retêm parte dos 45 euros pagos pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, pagos diariamente a cada operacional envolvido no combate aos fogos florestais.

13 de junho de 2013

Dia da Criança Solidária

Promovido pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ribeira de Pena e pela delegação da JuveBombeiro desta Associação, no dia 7 de Junho de 2013 o ''Dia da Criança Solidária''. 

Com o objetivo de envolver a comunidade escolar e pré-escolar no espírito de voluntariado e solidariedade pelo que se rege esta associação e familiarizar os alunos com o método de funcionamento e técnicas de socorro de um corpo de bombeiros. 

Paralelamente, e com o intuito de praticar a solidariedade com os mais desfavorecidos, foi exibido um filme temático, onde se invoca os cuidados a ter com a floresta e a importância que a mesma tem nas nossas vidas. 

Cada aluno contribuiu com um bem alimentar como donativo para esta causa, com os quais serão elaborados cabazes e distribuídos criteriosamente por famílias carenciadas do concelho. 

Na esperança de termos contribuído para a formação cívica e pessoal de cada uma das crianças, complementado com um dia diferente, que esperamos, seja um marco nas vidas de cada um. 

Foram nossos parceiros nesta atividade, a Santa Casa da Misericórdia de Ribeira de Pena, o Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena e a Câmara Municipal. A todas estas entidades e aos que direta ou indiretamente participaram, o nosso muito obrigado. 

O verdadeiro espírito de solidariedade começa onde não se espera nada em troca. 
 Antoine de Saint-Exupéry 

Carlos M. Batista

6 de junho de 2013

CODIS / CADIS Nomeações Para Cargos de Comando

1. Licenciado António José de Oliveira Ribeiro, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Agrupamento Centro Norte, com efeitos a 3 de junho de 2013.

2. Licenciado Elísio Lázaro de Oliveira, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Agrupamento Sul, com efeitos a 3 de junho de 2013.

3. Joaquim António dos Santos Chambel, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Agrupamento Centro Sul, com efeitos a 3 de junho de 2013.

4. Licenciado Paulo Jorge Afonso de Carvalho Esteves, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Agrupamento Norte, com efeitos a 3 de junho de 2013. 

5. Licenciado José Ricardo dos Santos Bismark Álvares Ferreira, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Aveiro, com efeitos a 3 de junho de 2013.

6. Licenciado Manuel Bernardo Pinheiro Duarte, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de 2º Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Aveiro, com efeitos a 3 de junho de 2013.

7. Licenciado Vítor Manuel da Silva Azevedo, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de 2º Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Braga, com efeitos a 3 de junho de 2013.

8. João Noel Bruçó Afonso, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Bragança, com efeitos a 3 de junho de 2013.

9. Carlos Luís Marques Machado Tavares, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, com efeitos a 3 de junho de 2013.

10. António Manuel Fonseca Oliveira, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de 2º Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, com efeitos a 3 de junho de 2013.

11. Mestre Carlos Manuel Mata Lopes Martins, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Lisboa, com efeitos a 3 de junho de 2013.

12. Licenciada Sílvia Rute de Freitas Félix, nomeada, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de 2º Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Portalegre, com efeitos a 3 de junho de 2013.

13. Tenente-Coronel de Infantaria Carlos Alberto Rodrigues Alves, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto, com efeitos a 3 de junho de 2013.

14. Licenciado Sérgio Fernando Alves Barros, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de 2º Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto, com efeitos a 3 de junho de 2013.

15. Licenciado Mário Jorge Henriques Silvestre, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, com efeitos a 3 de junho de 2013.

16. José Guilherme Costa São Marcos, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de 2º Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, com efeitos a 3 de junho de 2013.

17. Licenciado Armando Neves da Silva, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Viana do Castelo, com efeitos a 3 de junho de 2013.

18. Licenciado Álvaro Manuel Vaía dos Santos Gonçalves Ribeiro, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Vila Real, com efeitos a 3 de junho de 2013.

19. Licenciado Fernando Gonçalves João, nomeado, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de 2º Comandante Operacional Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Vila Real, com efeitos a 3 de junho de 2013.

Fonte:

5 de junho de 2013

Álvaro Ribeiro passará a comandar a Protecção Civil de Vila Real

Carlos Silva deixará de ser responsável pelo Comando Distrital de Operação e Socorro (CDOS) da Protecção Civil de Vila Real. A substitui-lo, virá o Comandante dos Bombeiros Cruz Branca de Vila Real, Álvaro Ribeiro, que deixará a corporação quando, amanhã, iniciar funções.

Com a publicação da nova Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Protecção Civil, no passado dia 30 de Maio, cessaram também funções todos os dirigentes da anterior estrutura e naturalmente os cargos de comandantes operacionais.

Nessa sequência, novas nomeações serão efectuadas para os novos cargos criados por esta nova lei orgânica, sendo certo que Carlos Silva não continuará a desempenhar funções nesta autoridade. “Assim, importa desde já dar-vos conhecimento desta decisão e agradecer todo o apoio que sempre foi prestado a este Comando Distrital”, referiu o comandante, numa nota de despedida.

“Quando, há 7 anos, decidi aceitar o convite para comandar operacionalmente o distrito de Vila Real estava longe de imaginar o quão gratificante seria esta missão. Conhecia o sector, porque a ele sempre estive ligado, quer profissionalmente, quer como dirigente associativo, mas não imaginava que os tempos difíceis que me esperavam pudessem ser tão positivamente recompensados pelos momentos em que, imbuídos num forte espirito de missão e de camaradagem, pude singelamente contribuir para a construção e afirmação de um novo ente que, de forma sustentada, se tem afirmado no contexto distrital e nacional. Saio com a certeza do dever cumprido. Ao longo deste percurso procurei sempre, de forma séria e dedicada, como aliás acontece em tudo o que faço, contribuir para engrandecer a Protecção Civil e o sector da protecção e socorro em particular”, disse.

Com a nova lei, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) passa a organizar-se por agrupamentos distritais que são dirigidos pelo comandante operacional de agrupamento distrital, designado por CADIS.

31 de maio de 2013

Máquinas de Rasto São Eficazes no Combate a Incêndios Florestais

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Viseu, Luís Duarte, defendeu hoje que a utilização de 
máquinas de rasto é uma alternativa eficaz no combate inicial aos incêndios florestais, reduzindo custos e meios humanos no teatro de operações.

"Em termos de custos fica mais barato o empenho de máquinas de rasto no combate aos incêndios, sendo mais eficaz no ataque inicial. Também vai fazer com que sejam necessários menos meios humanos no teatro de operações", explicou.

Durante uma reunião da Comissão Municipal de Defesa da Floresta, que decorreu durante a tarde de hoje na Biblioteca Municipal de Viseu, Luís Duarte sublinhou que não é muito usual o recurso a este meio no concelho e até no distrito de Viseu, embora seja "uma alternativa eficaz e essencial".

Na sua opinião, "esta é muitas vezes a única solução para construir faixas de contenção que permitem criar a necessária descontinuidade de combustível vegetal".

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Viseu aproveitou a ocasião para lançar um repto à Protecção Civil, no sentido de atualizar o número de máquinas de rasto disponíveis, de forma a que sejam facilmente disponibilizadas.

"A parte mais complicada é a requisição e acionamento destes equipamentos. Esta disponibilização deve assumir-se como prioridade e tudo deve ser feito para que a máquina de rasto seja concedida ao teatro de operações quando é solicitada", alegou.

Luís Duarte recordou que em 2012 o concelho de Viseu registou três incêndios florestais em que a área ardida ultrapassou os 100 hectares.

"Se tivessem sido utilizadas máquinas de rasto no combate inicial a área ardida teria sido menor", sustentou.

Também o adjunto de operações distrital, Vasco Santos, frisou que uma das grandes alterações deste ano para o combate aos incêndios florestais passa pela "tentativa de reforçar o teatro de operações com estes equipamentos".

Já o chefe de secção SEPNA da GNR em Viseu, José Machado, aproveitou a sua intervenção para deixar o alerta para o que antevê ser "um ano complicado".

"Ainda não foi possível às pessoas procederem à queima de sobrantes, mas ainda vão fazê-lo e é preciso ter muito cuidado", concluiu.

Fonte: CMM // SSS / Lusa/ Fim http://portocanal.sapo.pt

29 de maio de 2013

Qualquer Pessoa Pode Aprender a Socorrer?

Juvebombeiro - Vila Pouca de Aguiar

6º Acampamento Juvembombeiro Distrito de Bragança





Realizou-se nos passados dias 24, 25 e 26 de Maio em Quintanilha o 6º Acampamento da Juvebombeiro do Distrito de Bragança, para o qual o Distrito de Vila Real também foi convidado, tendo o nosso Corpo de  Bombeiros (Vila Pouca de Aguiar) participado com 15 elementos.

Agradecemos o Convite da Juvebombeiro do Distrito de Bragança, e que no próximo Ano possamos voltar! =)

20 de maio de 2013

Opinião: Sim ao RNBP Se For "Um Recenseamento Fidedigno e Justo"


O Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses (RNBP), cujas regras de criação e manutenção foram publicadas em Diário da Republica no dia 14 de Março de 2008 através de Decreto-Lei 49 de 2008.

Ora segundo este mesmo Decreto-Lei o RNBP é o sistema de informação e gestão do registo dos bombeiros portugueses, dos quadros de comando, ativo, de reserva e de honra!
Para que este sistema possa subsistir devem ser realizadas operações de recolha, registo, alteração, consulta e utilização de dados do RNBP pelas entidades detentoras dos corpos de bombeiros (leia-se Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários), no que exclusivamente se refere aos bombeiros que de cada uma dependem, sob a direção e tutela da ANPC.

Os Bombeiros têm, desde o momento de apresentação do pedido, o direito de exigir a correção de eventuais inexatidões, a supressão de dados indevidamente recolhidos ou indevidamente comunicados e a integração das omissões, nos termos previstos no artigo 11.º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro.

Ora para aqueles que possam perguntar o que é o artigo 11.º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro, passo a citar o mesmo:

“1 - O titular dos dados tem o direito de obter do responsável pelo tratamento, livremente e sem restrições, com periodicidade razoável e sem demoras ou custos excessivos:
a) A confirmação de serem ou não tratados dados que lhe digam respeito, bem como informação sobre as finalidades desse tratamento, as categorias de dados sobre que incide e os destinatários ou categorias de destinatários a quem são comunicados os dados;
b) A comunicação, sob forma inteligível, dos seus dados sujeitos a tratamento e de quaisquer informações disponíveis sobre a origem desses dados;
c) O conhecimento da lógica subjacente ao tratamento automatizado dos dados que lhe digam respeito;
d) A retificação, o apagamento ou o bloqueio dos dados cujo tratamento não cumpra o disposto na presente lei, nomeadamente devido ao carácter incompleto ou inexato desses dados;
e) A notificação aos terceiros a quem os dados tenham sido comunicados de qualquer retificação, apagamento ou bloqueio efetuado nos termos da alínea d), salvo se isso for comprovadamente impossível.
(…).”
Bem efetuada esta apresentação do que é e como se pode interagir com o RNBP falta referir aquilo que para lá dos dados pessoais alimenta o sistema, refiro-me ao serviço operacional dos Bombeiros Voluntários e que se encontra regulado na Portaria 571 de 3 de Julho de 2008.

Assim segundo esta Portaria, o “Serviço Operacional” é a atividade operacional desenvolvida pelo Bombeiro Voluntário na execução das funções e tarefas cometidas no âmbito da missão do respectivo corpo de bombeiros.

Bem mas isto seria um pouco vago e como tal há que dar corpo a este “Serviço Operacional” e segundo a referida Portaria o mesmo é,

a) Assistência, a atividade de transporte de doentes, respectivo apoio e acompanhamento
;
b) Formação e instrução, a atividade de formação e instrução, incluindo adquirir ou ministrar conhecimentos no âmbito da missão do corpo de bombeiros;

c) Informação e sensibilização, a atividade de divulgação, informação e sensibilização das populações nas matérias de proteção civil e autoprotecção;

d) Manutenção, organização e controlo das instalações e sistemas operacionais do corpo de bombeiros, a atividade técnica e logística de apoio, sustentação e manutenção da operatividade das instalações, equipamentos e sistemas afectos à missão do corpo de bombeiros;

e) Prevenção e patrulhamento, a atividade de prevenção e controlo, com vista a atenuar, reduzir ou limitar a ocorrência de riscos;

f) Piquete, a atividade de prontidão integrando forças de reserva preparadas para ocorrer a situações de emergência;
g) Simulacro ou exercício, a atividade de treino e simulação de ocorrências, com vista a melhorar a proficiência dos bombeiros e a avaliar procedimentos e planos;

h) Socorro, a atividade de carácter de emergência, de socorro às populações, desenvolvida em caso de incêndios, inundações, desabamentos e, de um modo geral, em caso de acidentes, de socorro a náufragos, de buscas subaquáticas e de urgência pré -hospitalar;

i) Vistoria técnica, a atividade de verificação no âmbito da prevenção e segurança contra riscos de incêndio e outros sinistros.

Posto isto e efetuada a apresentação do RNBP de um modo muito resumido assim como aquilo que o alimenta, não posso de deixar de transcrever algumas palavras que foram proferidas por alguns dos atores da altura e que ainda continuam no activo. Assim em 2007 dizia sobre o RNBP o Dr. Duarte Caldeira,

«É uma medida muito importante. Não se podem tomar decisões sem informação credível»
«Esta informação é uma base indispensável para um planeamento criterioso dos bombeiros, ao nível da distribuição de veículos, de recursos humanos e do regime de financiamento, atendendo à especificidade de cada concelho»
Também pela mesma altura e circunstância referia o Dr. Fernando Curto,

«Há uma grande indefinição para saber quantos efetivos há em Portugal. Quantos bombeiros voluntários existem? Para além disso, o recenseamento permite excluir quem está inscrito nos Bombeiros Voluntários, recebendo regalias, mas sem prestar serviço»
Bem segundo estes responsáveis o RNBP seria uma ferramenta essencial para o futuro dos Corpos de Bombeiros pela importância que os dados nele contido poderiam ajudar no planeamento de recursos humanos, recursos técnicos, necessidades de financiamento, regalias sociais, etc.

Mas estas considerações foram proferidas em 2007/2008 aquando da apresentação do RNBP inserido no famoso “programa governamental” Simplex.

Passados 5 anos após a publicação do DL 49 de 2008, o RNBP em nada beneficia os Bombeiros Voluntários, para pouco mais serve do que um mero instrumento de dados estatísticos, e tem um tratamento diferente em cada uma das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários, levando a gritantes discrepâncias e enumeras injustiças.

Hoje em dia o comum Bombeiro Voluntario vê no RNBP uma ferramenta insensível que serve unicamente para afastar do Quadro Activo alguns Camaradas que por um ou outro motivo não puderam cumprir o dito “Serviço Operacional” no ano transato.

O mais ridículo disto é que aqueles que deveriam supervisionar e auditar o RNBP, por motivos que desconheço fecham os olhos a todo o tipo de atropelos, sejam eles efetuados em maleficio ou beneficio do(s) Bombeiro(s).

Assim passados 5 anos de vigência do RNBP verificamos que,

- ainda existem Bombeiros Voluntários a quem não lhes foi distribuída a password de acesso ao seu perfil;

- ainda existem Bombeiros Voluntários que pouco ou nada mais que os seus dados mais pessoais tem atualizados no RNBP;

- ainda existem Bombeiros Voluntários que vêm ser negado a inserção de formação e outros itens tidos como “serviço operacional”;

- ainda existem dados que são creditados a determinados Camaradas e a outros lhe és negado esse crédito, e pasme-se no mesmo Corpo de Bombeiros;

- ainda existem Corpos de Bombeiros onde são inseridos dados de “serviço profissional”, como serviço operacional;

- ainda existem Bombeiros Voluntários tem anualmente muito mais de 3650 horas de serviço operacional;

- ainda existem, por incrível que pareça, Corpos de Bombeiros que têm ou tiveram todo o seu efetivo no Quadro de Reserva;

- ainda verificamos que alguns Comandantes usam o RNBP como uma ferramenta para afastar e ameaçar ou premiar e promover Bombeiros Voluntários;

- ainda verificamos que Bombeiros com vinculo Profissional à sua AHBV são considerados como Voluntários no RNBP;

- ainda verificamos que os dados são abusivamente “tratados” por quem tem a responsabilidade de os colocar on-line de acordo com os interesses do “gestor local” do RNBP;

- ainda verificamos que o RNBP em termos de formação é considerado como um local onde é colocada em exclusivo a formação de algumas Entidades e não na verdade a formação recebida por cada Bombeiro Voluntário, independentemente se a mesma foi ou não comparticipada, paga, “abençoada”, pelos Dirigentes Operacionais, ou por iniciativa individual do Bombeiro;

- ainda verificamos que formação com valor e ou credenciação internacional não é passível de ser inserida no RNBP;

- ainda verificamos que os pedidos de informação e de outra natureza efetuados através do RNBP são grosseiramente ignorados quer pelos responsáveis locais, quer pelos que detêm a direção e tutela do sistema;

- ainda verificamos contabilizações ridículas de serviço operacional como por exemplo 58,75 horas, ficando por saber se se estão a contabilizar 75 minutos e neste caso seria lógico estar referido 59 horas e 15 minutos ou se como deve ser considerado matematicamente 0,75 horas e como tal devendo estar referido 58 horas e 45 minutos, sendo em qualquer das situações considero um preciosismo haver inserções de frações de horas(ou mesmo minutos) no RNBP.

Mas passados também 5 anos e mesmo após estas evidências acima referidas e após muitas queixas que não obtiveram respostas por parte deste ou daquele responsável, os Bombeiros Voluntários cansados de ser injustiçados, ignorados e prejudicados, avançaram para os Tribunais, estando neste momento a correr alguns processos contra vários Responsáveis Políticos, Administrativos, Diretivos e Operacionais, aguardemos pelo desfecho dos mesmos.

Sendo certo que podemos vir assistir, assim espero, de uma vez por todas a que sejam responsabilizados aqueles que deliberadamente ou por indiferença prejudicaram e continuam a prejudicar os Bombeiros Voluntários Portugueses.

A leis não fizeram para agradar a este ou aquele Dirigente Associativo ou Operacional, fizeram-se para serem cumpridos, quer seja por estes últimos quer seja por os Bombeiros Voluntários no geral.

Estou, penso que estejamos todos, cansados de incumprimentos cirúrgicos dos deveres de alguns em contramão contra a exigência de cumprimento de legislação e regulamentos implacavelmente destes mesmos contra aqueles que lhes servem de razão de existência.

Sim ao RNBP, mas a um Recenseamento fidedigno e justo, com os dados que verdadeiramente caracterizam os Bombeiros Voluntários enquanto indivíduos e classe, pois só assim os Portugueses poderão saber verdadeiramente que Bombeiros Voluntários existem e quais são as suas capacidades formativas, operacionais e qual a sua disponibilidade para responder a sinistros e desastres que possam afetar as populações que juraram proteger e socorrer.

Defendo por isso que o RNBP seja aberto ao Bombeiro Voluntário naquilo que lhe diz respeito pessoalmente, podendo este fazer a edição dos seus dados pessoais, acrescentar formação mediante anexo de comprovativo da mesma, ficando para as Entidades Gestoras Locais a inserção do “serviço operacional”, devendo todo isto ser auditado pela ANPC e esta deve exercer de um modo proactivo a sua natureza de direção e tutela sobre o sistema.

Sempre que sejam detetados incumprimentos por parte do individuo (bombeiro) ou por parte das entidades (associações) devem estes ser devidamente sancionados, dando assim a necessária credibilidade ao RNBP.

Um bem-haja a todos os Bombeiros Voluntários Portugueses,

António José Marques Neves Calinas.
Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários


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