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10 de março de 2014

Especialistas Prevêem Verão Calmo em Incêndios Florestais

A excepção poderá ser a região da Serra da Estrela e o Alto Minho. Especialistas destacam efeitos negativos da falta de prevenção na altura em que se assinalam seis meses sobre o lançamento da petição sobre a gestão do fogo, que defende a criação de um corpo profissional de bombeiros florestais e a adopção de medidas preventivas.

O próximo Verão deve ser mais calmo em termos de fogos florestais no Norte e Centro do país, prevê o investigador em fogos florestais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) Paulo Fernandes.

“Atendendo àquilo que ardeu no ano passado no Norte e Centro, este Verão, em princípio, vai ser relativamente calmo, abaixo da média, em termos de área ardida”, explica à Renascença, alertando para a excepção que pode ser a “região da Serra da Estrela e o Alto Minho”.

Quando ao Sul, Paulo Fernandes afirma que “é sempre imprevisível porque há muito menos fogos, mas há condições para haver grandes incêndios. Pode acontecer um daqueles incêndios de 20 mil hectares, como o de Tavira, em 2012, ou pode não acontecer absolutamente nada”.

O investigador sublinha, por outro lado, a falta de prevenção de fogos em Portugal. “O principal problema dos incêndios é a incapacidade dos decisores políticos de entender os problemas estruturais, ou pelo menos de os encarar, de concretizar medidas que vão de encontro aos problemas e não aos sintomas”, alerta.

A juntar à falta de prevenção, o investigador do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB) destaca as “dificuldades estruturais da floresta”.

“Há problemas relacionados com o território: a maioria das propriedades são minifúndios, o que conduz a pouca expectativa de rendimento (devido aos incêndios) e cria um ciclo vicioso. As pessoas não investem porque consideram que o investimento não compensa”, salienta, acrescentando que outro problema prende-se com o uso das chamas pela população rural, uma prática que ocorre durante todo o ano, sem precauções, “e que conduz, variadas vezes, a incêndios florestais”.

O investigador defende também que o sistema de defesa da floresta contra incêndios em vigor deverá, “para funcionar melhor”, apostar numa “maior integração entre os três pilares, cuja responsabilidade está repartida por três instituições: vigilância e detecção (GNR), prevenção (Instituto da Conservação da Natureza e Florestas) e combate (Autoridade Nacional de Proteção Civil).

Os alertas do especialista surgem na altura em que se assinalam seis meses sobre o lançamento da petição sobre a gestão do fogo, que defende a criação de um corpo profissional de bombeiros florestais e a adopção de medidas preventivas de incêndios.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), sediada em Vila Real, investiga os incêndios de forma contínua desde 1983.

Fonte: RR

28 de fevereiro de 2014

SICUR 2014 - International Security Safety & Fire Exhibition --- Madrid














































Fotos de Rui Sousa -Bombeiros Voluntários de Vila Pouca de Aguiar

10 de fevereiro de 2014

Novas Leis para os Bombeiros Voluntários

Saiu no passado dia 7 de Fevereiro de 2014, no Diário da República n.º 27, duas portarias que vêm alterar algumas normas no interior dos bombeiros voluntários. 

A saber: 

Portaria n.º 32-A/2014 - Define o regime aplicável ao serviço operacional das várias carreiras de bombeiro voluntário do quadro activo e revoga a Portaria n.º 571/2008, de 3 de Julho

Portaria n.º 32-B/2014 - Primeira alteração ao Regulamento Disciplinar dos Bombeiros Voluntários, aprovado pela Portaria n.º 703/2008, de 30 de Julho.

Podem ser vistas aqui.

Na primeira, algumas alterações significativas são:

- A obrigatoriedade do oficial bombeiro cumprir 200 horas anuais, das quais 160 horas com função de comando, chefia ou actividades de estado-maior nas áreas de planeamento, operações, informações, instrução, logística e comunicações, socorro, piquetes ou simulacros e 40 horas de instrução.

- A obrigatoriedade do bombeiro voluntário cumprir 200 horas anuais, das quais 160 horas de socorro, piquetes ou simulacros/exercícios e 40 horas de instrução.

- A obrigatoriedade do bombeiro especialista cumprir 75 horas anuais, das quais 50 horas na actividade específica da sua área funcional ou em qualquer um dos serviços de socorro, piquetes ou simulacros para os quais esteja habilitado e 25 horas de instrução.

- Os ciclos de serviços operacionais, iniciam-se a 1 de Janeiro e terminam a 31 de Dezembro. Para os ciclos que se iniciam após 01 de Janeiro há uma redução proporcional do tempo mínimo obrigatório.

No segundo, as alterações a salientar são:

- O cessamento de obediência sempre que o cumprimento das ordens implique prática de qualquer crime.

- Apenas o Comandante é competente para instaurar ou mandar instaurar processo disciplinar. A aplicação de pena de repreensão escrita passa a ser competência do Comandante.

- Passa a ser punível com pena de demissão, quando no mesmo ano civil, se deem 3 faltas seguidas ou 6 interpoladas, sem justificação, a serviços operacionais para os quais estejam escalados.

- Deixa de estar em vigor o Estatuto Disciplinar dos Funcionários e Agentes da Administração Central, Regional e Local, publicado pelo Decreto-Lei n.º 24/84 de 16 de Janeiro, para passar a ser o Estatuto disciplinar dos Trabalhadores que Exercem funções Públicas.

22 de janeiro de 2014

Tecnologia: Google Glass ao Serviço dos Bombeiros



O projecto Google Glass é um protótipo de óculos inteligentes, um gadjet de última geração bem ao estilo da ficção cientifica, mas que poderá ser muito útil na vida real e ainda mais como ferramenta tecnológica que ajuda a salvar vidas.

Patrick Jackson é Bombeiro e Programador (tal como eu), e teve uma ideia extremamente inovadora que agrupa o conhecimento que tem dos dois mundos. Esta ideia resulta no desenvolvimento de uma aplicação para o Google Glass que visa ajudar os bombeiros nas situações que possam ocorrer no socorro.

A aplicação desenvolvida por Patrick Jackson está a ser desenvolvida com o objectivo de proporcionar o acesso em tempo real às plantas dos edifícios em chamas, de modo a que os bombeiros possam saber por onde ir e ter uma noção da real fisionomia do edifício, pontos críticos entre um sem fim de informações importantes.

Além disso será possível aceder a fichas técnicas de veículos automóveis de modo a avaliar correctamente os pontos de corte mais favoráveis e recomendados no processo de desencarceramento.

Mas as funcionalidades não ficam por aqui. Para os motoristas dos veículos de emergência terá ainda a utilidade de "GPS", informando as rotas mais rápidas para os locais de acidente tendo em conta as informações sobre o tráfego automóvel, será ainda possível obter a informação sobre a localização de hidratantes e bocas de incêndio.

Um projecto extremamente interessante para as forças de segurança, mas que sobretudo reforça a importância da tecnologia nas acções de socorro.

Fonte:

18 de dezembro de 2013

Seminário "Socorro e Emergências em Parques Eólicos"



Programa:
09h00 Abertura do Secretariado
09h40 Sessão de Abertura

Secretario de Estado da Energia
- Dr. Artur Trindade
Presidente da Câmara Municipal de Ourém
- Dr. Paulo Fonseca
Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses
- Cmdt Jaime Marta Soares

10h00 Inicio dos trabalhos

1º Painel
Moderador: Dr. Duarte Caldeira - Presidente da Mesa de Congressos da LBP

* APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis
Palestrante: Prof. Sá Costa (Presidente da Direcção)
· O sector eólico em Portugal
· Energia eólica num contexto de futuro

* GAMESA
Palestrante: Sr. José Fernandes (Supervisor de Manutenção de parques eólicos)
· O aerogerador: Pás e rotores, geradores e torres

11h00 Coffee Break
11h20 Inicio dos trabalhos

* ENERCON
Palestrante: Eng. António Esteves (Sales Engineer)
· Gestão e Manutenção de parques Eólicos

* ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil
Palestrante: Engª. Maria Andersen (Chefe do Núcleo de Gestão e Ordenamento Territorial)
· Segurança em Parques Eólicos

12h30 Intervalo para almoço
14h30 Inicio dos trabalhos

2º Painel
Moderador: Dr. José Ferreira - Presidente da Escola Nacional de Bombeiros

* IBERWIND
Palestrante: a designar
• Procedimentos de Segurança em caso de emergência

* SOLUÇÕES OUTDOOR
Palestrante: Sr. Mário Barroso (Presidente)
· Identificação dos riscos e procedimentos de intervenção
· Equipamentos de intervenção

* ENB – Escola Nacional de Bombeiros
Palestrante: Sr. Filipe Alexandre Tavares Pinto (Adjunto Comando CBV Algés)
· O Salvamento em grande ângulo nas operações de resgate

16h00 Encerramento do seminário

Inscrições: Aqui

19 de novembro de 2013

TVI24: Repórter TVI "Cruel Agosto"

Vila Pouca de Aguiar: Câmara e Bombeiros Visitam Novo Quartel



O presidente da Câmara Municipal, Alberto Machado, reuniu com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Pouca de Aguiar, para verificar in loco o decorrer dos trabalhos do novo Quartel dos Bombeiros. O autarca Alberto Machado e o dirigente associativo, José Eduardo Quinteiro, fizeram-se acompanhar na visita de técnicos da autarquia e elementos da direção e do corpo de bombeiros, respetivamente.

A visita técnica ao novo Quartel dos Bombeiros, que decorreu a 15 de Novembro, começou na área exterior do recinto e, de seguida, foram analisados os diferentes compartimentos do edifício em construção. A visita ao edifício, orientada por especialistas da empresa de construção “Artur da Silva Ribeiro, Lda.”, foi recebendo os contributos dos presentes para a melhoria funcional do novo Quartel dos Bombeiros.

No final da visita, Alberto Machado incumbiu os técnicos da autarquia para uma reunião nos próximos dias com a associação humanitária, no sentido de aprofundar os pormenores técnicos relativos às alterações abordadas nesta visita de trabalho. O novo Quartel dos Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar envolve verbas na ordem de 1,5 milhões de euros destinadas ao edifício (quatro pisos para aquartelar viaturas, instalar camaratas mistas e outros serviços afetos ao quartel) e arranjos exteriores (pavimentação, parada, espaços verdes, entre outros). A edificação tem uma comparticipação comunitária de 85% através do Programa Operacional de Valorização do Território.